Ipatinga: projeto de coleta correta de lixo doméstico começa neste sábado (17)
O trabalho de coleta seletiva e o descarte correto do resíduo doméstico funcionam também como ferramenta para o combate às epidemias e doenças

A partir deste sábado (17), a rua Ocara, na altura do número 65, no bairro Iguaçu, em Ipatinga, terá o ecoponto “Recicle e Viva" disponível para o processo de coleta seletiva. O projeto vai funcionar durante o ano inteiro, uma vez por mês. As próximas datas já estão marcadas, sendo elas 2 de março, 6 de abril, 4 de maio, 1 de junho, 6 de julho, 3 de agosto, 14 de setembro, 5 de outubro, 9 de novembro e 7 de dezembro.
Patrícia Barbosa, coordenadora e uma das idealizadoras do projeto, conta que a localização do ecoponto, próximo a escolas e comércios, visa ser um facilitador para que a comunidade possa levar o seu material.
“Estamos colocando uma base onde tem, territorialmente, muitas moradias. Então, isso é uma oportunidade de ser um facilitador”, afirma.
A mulher também explica qual a motivação para a criação do projeto e que a iniciativa visa não somente evitar a degradação do meio ambiente e manter a cidade ordeira, como também servir de inspiração para as crianças.
“A motivação para esse trabalho é sempre o bem-estar da sociedade. Eu vejo que nós estamos muito mais acomodados no nosso conforto de não separar, deixar para lá, isso não é problema meu, não tem coleta seletiva que é um problema do governo, mas então para que eu vou separar se vai tudo para o mesmo lugar? Então a nossa contribuição, a motivação é que a gente possa fazer a mudança do hábito, que a gente possa levar para o aterro sanitário somente o que tem que ir mesmo”, argumenta.
“Eu penso que a importância de um projeto assim é que nós, cidadãos comuns, levantamos as mãos e falamos assim: tem um grande problema aqui, eu também quero ajudar a melhorar, eu quero ajudar a achar a solução. Se não está nas minhas mãos toda a solução, mas alguma coisa eu posso fazer e aí eu posso inclusive motivar as crianças, motivar os próximos adultos, porque nós estamos todos cheios de muitos vícios que não ligamos muito para as questões da natureza, mas a nova geração está chegando, os jovens estão aí pautados em achar soluções baseadas na ciência para que o mundo seja melhor, para que a gente consuma menos a natureza e possamos deixar algumas coisas para o futuro mesmo, coisas boas”, completa.
O trabalho de coleta seletiva e o descarte correto do resíduo doméstico funcionam também como ferramenta para o combate às epidemias e doenças, dentre elas a dengue e a chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Somente no Vale do Aço, neste início de ano, foram confirmados 3.945 casos de dengue e 10.453 casos de chikungunya, de acordo com os dados do painel de monitoramento de casos da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), atualizado nesta quinta-feira (15).
O que pode ser descartado
Vidros de alimento, garrafas (embalados em caixa de papelão);
medicação vencida e a vencer;
chapa de raio-X;
agulhas e seringas;
sobra de tecido e aviamentos;
lacre de latinha de alumínio;
óleo de cozinha usado;
papelão, caderno, livros;
plásticos;
metais e lixo eletrônico e eletrodomésticos em geral, exceto lâmpadas e pilhas.


