Hospital e UPA de Coronel Fabriciano passam a ser administrados pela Santa Casa de Curitiba
Atendimento continua 100% SUS e contratação emergencial foi adotada para aprimorar a gestão hospitalar e ampliar a eficiência dos serviços

A partir de agosto, o Hospital Municipal José Maria Moraes e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Coronel Fabriciano passarão a ser administrados pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. A mudança foi anunciada pela Prefeitura durante coletiva de imprensa e faz parte de um novo modelo de gestão compartilhada que terá duração inicial de um ano.
Segundo a administração municipal, a contratação emergencial foi adotada após estudos sobre alternativas para aprimorar a gestão hospitalar e ampliar a eficiência dos serviços prestados à população.
O prefeito Sadi Lucca afirmou que a expectativa é melhorar indicadores assistenciais e administrativos sem alterar o acesso da população ao atendimento. "Nós buscamos uma instituição com experiência na gestão hospitalar para nos ajudar a qualificar os serviços prestados à população. O objetivo é melhorar os indicadores assistenciais e oferecer um atendimento cada vez mais eficiente para quem depende do SUS."
Atendimento permanece pelo SUS
Durante o anúncio, Prefeitura e Conselho Municipal de Saúde reforçaram que o hospital continuará sendo público e que todos os atendimentos seguirão sendo realizados pelo Sistema Único de Saúde.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Douglas Rodrigues, explicou que o órgão foi informado sobre a mudança e acompanhará de forma permanente a execução do contrato.
"O Conselho foi cientificado desse novo modelo de gestão compartilhada e continuará exercendo sua função de fiscalização. O hospital continua sendo 100% SUS e permanece sob gestão do município. A mantenedora estará responsável pela prestação dos serviços, enquanto acompanharemos os resultados obtidos durante esse período."
Segundo Douglas, ao longo dos próximos doze meses serão analisados indicadores de qualidade da assistência, produtividade e desempenho da unidade.
Após esse período, os resultados servirão de base para definir o modelo definitivo de contratação.
"Será feito um estudo técnico durante esse primeiro ano para avaliar os impactos da nova gestão. Depois disso, o Conselho será novamente consultado para acompanhar a definição do modelo permanente."
Equipe de transição chega na próxima semana
De acordo com o diretor-geral corporativo da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, Rogério Kuntz, aproximadamente dez profissionais participarão da fase inicial de transição.
A equipe será formada por especialistas das áreas administrativa, assistencial e de apoio.
"Nosso foco é implantar um modelo de governança, aperfeiçoar os processos internos e fortalecer a assistência ao paciente. Neste primeiro momento, vamos manter a operação atual enquanto promovemos melhorias na gestão."
Segundo Kuntz, não há previsão imediata de ampliação do número de leitos ou da capacidade de atendimento.
"O primeiro passo é organizar os processos e consolidar esse modelo de gestão. Futuras ampliações poderão ser discutidas posteriormente, caso haja necessidade identificada pela Prefeitura."
Contrato será avaliado
O contrato emergencial terá validade de um ano. Durante esse período, Prefeitura, Secretaria Municipal de Saúde e Conselho Municipal de Saúde acompanharão indicadores de desempenho para avaliar os impactos do novo modelo.
Ao final da vigência, um estudo técnico subsidiará a elaboração de um processo definitivo para escolha da futura mantenedora das unidades de saúde.
Enquanto isso, segundo a administração municipal, não haverá mudanças para os usuários: o Hospital José Maria Moraes e a UPA continuarão oferecendo atendimento gratuito, integralmente pelo Sistema Único de Saúde.


