Corpus Christi marca retorno de celebração à co-catedral em Fabriciano após anos do desabamento
A presença dos fiéis representa um marco no processo de reconstrução e de reaproximação da comunidade com o templo

Os Católicos em todo o Brasil celebram nesta quinta-feira (04/06) Corpus Christi, uma das datas mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica. A solenidade recorda a presença de Jesus Cristo na Eucaristia e mobiliza comunidades em celebrações, procissões, momentos de oração e manifestações públicas de fé.
Em Coronel Fabriciano, a data terá um significado especial para os fiéis da Paróquia de São Sebastião, sediada no Centro. Neste ano, a celebração marca o retorno de uma Missa à co-catedral, localizada no bairro Santa Helena, após quatro anos do desabamento do teto do templo. O momento é aguardado pela comunidade como um gesto de fé, memória e retomada da vida religiosa em um espaço de grande importância histórica e espiritual.
“A primeira missa dentro da Co-catedral, onde essa igreja, esse templo, esse espaço litúrgico, foi sempre a união da regional III da nossa diocese. É importante ressaltar isso, a nossa Co-catedral foi sempre símbolo de unidade, de união, de partilha, não só do povo, como também do clero e isso deve continuar”, ressaltou o padre José Cláudio, pároco da paróquia São Sebastião.
Para os católicos, Corpus Christi representa a centralidade da Eucaristia na vida cristã. A celebração é uma oportunidade para reafirmar a fé na presença real de Cristo no pão e no vinho consagrados, além de fortalecer o vínculo comunitário entre os fiéis. Tradicionalmente, a data também é marcada pela confecção de tapetes ornamentais e pela realização de procissões, que levam a manifestação religiosa para as ruas.
“O Corpo de Cristo é essa presença real de Cristo na igreja e na Eucaristia. Quando nós católicos, nós que acreditamos e professamos a nossa fé, quando nós estamos adorando na adoração e recebendo a bênção do Santíssimo, ali está a presença real de Cristo. Então, essa celebração, ela ocupa um lugar importante no calendário da igreja, porque ela traz para nós a presença amorosa de Jesus em nosso meio”, afirmou o vigário.
O retorno da Missa à co-catedral acrescenta um simbolismo ainda maior à celebração deste ano. Depois do período de interdição e das etapas de recuperação do espaço, a presença dos fiéis no local representa um marco no processo de reconstrução e de reaproximação da comunidade com o templo.
Etapas
A expectativa é que a celebração também seja um momento para atualizar os fiéis sobre o estágio das obras, as etapas já concluídas e o que ainda precisa ser feito até a entrega total da co-catedral. A reconstrução envolve não apenas aspectos estruturais, mas também a preservação da memória religiosa e afetiva do espaço, que faz parte da história da paróquia e da cidade.
“Foram várias etapas. Estamos agora nessa nossa quinta etapa, que é continuar a nossa luta para que possamos agora colocar os vitrais, os vidros e alvenaria das paredes. Então, subir a parede, acertar a parede, preparar as paredes para ela estar recebendo os vidros. A previsão de término, eu creio que será em dois, três anos, porque o acabamento é uma coisa que vai mandar muita mão de obra, o acabamento vai ser muito exigente. Por exemplo, só para colocarmos agora os vidros, a alvenaria, deve ficar, pelo menos, em R$ 1 milhão”, resumiu o pároco.
Com a Missa na co-catedral, a solenidade de Corpus Christi passa a representar, além da devoção à Eucaristia, um sinal de esperança para a comunidade. O momento marca uma nova etapa na caminhada da paróquia e reforça a expectativa pela conclusão integral das obras e pela plena devolução do espaço aos fiéis.