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Túneis secretos, relíquia a 100 metros e imagem restaurada: veja 5 curiosidades do Santuário Nacional de Aparecida

Maior santuário mariano do mundo, complexo religioso guarda relíquias, obras de arte e espaços pouco conhecidos pelos fiéis

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Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo
Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo • Pexels

Neste 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, milhões de fiéis voltam os olhos para o Santuário Nacional, no interior de São Paulo, um dos principais destinos do turismo religioso no Brasil.

Maior santuário mariano do mundo e segundo maior templo católico do mundo em área construída, atrás apenas da Basílica de São Pedro, no Vaticano, o complexo também guarda histórias e detalhes que passam despercebidos por muitos visitantes.

Por trás da grandiosidade da Basílica, há passagens subterrâneas, espaços de acesso restrito, relíquias religiosas e elementos ligados à história do país.

Túneis subterrâneos e capela reservada

Capela dos Apóstolos fica atrás do Nicho de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional • Divulgação/A12
Capela dos Apóstolos fica atrás do Nicho de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional • Divulgação/A12

O subsolo da Basílica abriga túneis que interligam o Convento Redentorista, a sacristia e a Tribuna Bento XVI. As passagens permitem a circulação de veículos e já foram utilizadas por chefes de Estado e pelo Papa Francisco durante a visita ao Santuário, em 2013.

Outro espaço pouco conhecido fica atrás do nicho onde está a Imagem original de Nossa Senhora Aparecida. O local abriga uma capela reservada, utilizada em celebrações fechadas para sacerdotes. A estrutura conta ainda com um sistema mecânico que permite movimentar a imagem para o lado interno durante essas celebrações.

Relíquia da cruz de Cristo no alto da Basílica

Torre Brasília abriga o Santo Lenho e um mirante com vista panorâmica para o Vale do Paraíba • Divulgação/A12
Torre Brasília abriga o Santo Lenho e um mirante com vista panorâmica para o Vale do Paraíba • Divulgação/A12

No ponto mais alto da Basílica, no topo da Torre Brasília, está o Santo Lenho, relíquia que guarda um pequeno fragmento da cruz em que, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo foi crucificado. O relicário fica ao lado de uma medalha de Nossa Senhora Aparecida e de um medalhão papal Agnus Dei.

A torre também tem uma ligação com a história política do Brasil. Em 1958, a estrutura metálica, que pesa mais de 1,5 milhão de quilos, foi doada pelo então presidente Juscelino Kubitschek, após uma visita ao Santuário.

No 18º andar, um mirante oferece vista de 360 graus para o Vale do Paraíba. O acesso pode ser feito por elevador ou por uma escadaria com 440 degraus.

A imagem partida em mais de 200 pedaços

Imagem original de Nossa Senhora Aparecida foi restaurada após se quebrar em mais de 200 fragmentos, em 1978 • Thiago Leon/Santuário Nacional
Imagem original de Nossa Senhora Aparecida foi restaurada após se quebrar em mais de 200 fragmentos, em 1978 • Thiago Leon/Santuário Nacional

A pequena imagem de terracota encontrada por pescadores no Rio Paraíba do Sul, em 1717, passou por um dos episódios mais marcantes de sua história em 1978.

Durante uma queda de energia na Basílica Velha, um jovem quebrou o vidro de proteção e arremessou a imagem ao chão. A peça se partiu em mais de duas centenas de fragmentos.

A restauração foi realizada em 33 dias no Museu de Arte de São Paulo, o Masp, pela artista plástica Maria Helena Chartuni, responsável por reconstruir a imagem. Atualmente, a peça é mantida em um nicho protegido por vidro balístico e pastilhas de ouro.

A “Bíblia a céu aberto”

Mosaicos nas fachadas da Basílica retratam passagens bíblicas e compõem o projeto artístico Jornada Bíblica • Rúbia Layane/Itatiaia
Mosaicos nas fachadas da Basílica retratam passagens bíblicas e compõem o projeto artístico Jornada Bíblica • Rúbia Layane/Itatiaia

As quatro fachadas externas da Basílica também guardam uma das grandes obras de arte sacra do Santuário. O projeto Jornada Bíblica utiliza mais de 350 toneladas de mosaicos de pedra natural, com materiais provenientes de países como Afeganistão, Grécia e França, além de diferentes regiões do Brasil.

Somente a Fachada Norte tem quase 4 mil metros quadrados de arte, instalada a cerca de 50 metros de altura.

Sala de Promessas

Sala das Promessas guarda milhares de objetos e fotografias deixados por fiéis em agradecimento a graças alcançadas • Divulgação/A12
Sala das Promessas guarda milhares de objetos e fotografias deixados por fiéis em agradecimento a graças alcançadas • Divulgação/A12

A Sala das Promessas é um dos espaços mais visitados do Santuário e recebe milhares de objetos deixados pelos fiéis como forma de agradecimento. O ambiente chama a atenção pelas cerca de 87 mil fotografias que ocupam as paredes e também o teto.

A tradição começou de forma espontânea em 1974. Segundo a história do local, o espaço disponível nas paredes da antiga sala chegou ao fim, e o teto passou a ser utilizado para receber as fotografias deixadas pelos romeiros em sinal de gratidão.

 

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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