Pico do Ibituruna e Angu de Banana Verde: Guia de Aventura e Sabor em Valadares
Descubra os segredos dos esportes radicais no Pico do Ibituruna e aprenda o passo a passo da receita tradicional de angu de banana verde com costelinha.
Governador Valadares abriga um dos cenários mais emblemáticos de Minas Gerais: o Pico do Ibituruna. Conhecido mundialmente como um paraíso para os praticantes de esportes de aventura, o local une a adrenalina das decolagens com uma culinária de afeto que preserva tradições centenárias. Nesta jornada pelo leste mineiro, exploramos desde os ventos ideais para voo livre até os segredos de uma receita única de angu feito com banana caturra e costelinha de porco.
- Governador Valadares: guia completo de turismo, história e cultura mineira
- Turismo e gastronomia em Governador Valadares: da Ilha dos Araújos ao Mercado Municipal
Pico do Ibituruna: Referência Mundial em Esportes Radicais
Com nome de origem indígena que significa pedra negra, o Pico do Ibituruna é o coração do turismo em Governador Valadares. O local é visitado por quem busca harmonia com a natureza e por atletas de diversas modalidades, como rapel, parapente, asa delta e downhill.
A região possui infraestrutura completa para favorecer a prática esportiva, contando com rampas de decolagem norte e sul. A escolha da rampa ideal depende da direção do vento, pois é necessário decolar sempre contra ele. O prestígio do local é reforçado por sediar os principais campeonatos nacionais e internacionais de voo livre.
Condições de Voo e Recordes na Rampa
Segundo especialistas locais como Jefim, da Base 360, as condições climáticas de Valadares são excelentes para o esporte. Um dos marcos históricos da rampa é o recorde declarado de 250 quilômetros percorridos em um único voo, uma distância que se aproxima da divisa com o Rio de Janeiro.
Para quem visita o entorno do pico, a estrutura turística oferece pousadas e restaurantes integrados à estrada calçada, facilitando o acesso de famílias que desejam apreciar a vista panorâmica.
Receita Tradicional: Angu de Banana Verde com Costelinha
A culinária mineira da região ganha destaque com pratos que utilizam ingredientes locais de forma criativa. No restaurante Gamela, a cozinheira Alexandra preserva técnicas herdadas de gerações, como o uso de banana caturra verde para o preparo do angu.
Preparando a Costelinha com Quiabo
O preparo começa com a costelinha temperada com sal, alho picado, colorau e chimichurri. O segredo do refogado está no uso da banha de porco. Durante cerca de 30 minutos, a carne cozinha recebendo pequenas quantidades de água gradualmente.
Um detalhe técnico importante revelado na receita é o uso do quiabo congelado. Ao contrário do quiabo in natura, que exige fritura prévia para remover a baba, a versão congelada pode ser adicionada diretamente à panela, cozinhando por apenas 8 a 10 minutos adicionais com cominho e páprica.
O Segredo do Angu de Banana Verde
Para o angu, utiliza-se a banana caturra verde, que deve ser descascada e ralada na parte fina do ralador. Mesmo que a banana escureça um pouco após ser ralada, isso não interfere no resultado final.
O cozimento envolve refogar o alho na banha de porco, adicionar água, tempero baiano e a banana ralada. A mistura deve cozinhar por aproximadamente 15 a 20 minutos. O ponto ideal é atingido quando o angu muda de cor e começa a desprender totalmente do fundo da panela. O resultado é um acompanhamento temperado que surpreende pela ausência do sabor doce da fruta.


