Inhotim completa 20 anos com inauguração de três novas obras; veja fotos
Novas instalações reforçam proposta de unir arte contemporânea, natureza e memória em um dos maiores museus a céu aberto do mundo

O Instituto Inhotim, considerado o maior museu a céu aberto da América Latina, comemorou duas décadas de existência com a inauguração de três novas obras de arte contemporânea. As instalações “Contraplano”, de Lais Myrrha, “Dupla Cura”, de Dalton Paula, e “Tororama”, de Davi de Jesus Nascimento, foram abertas ao público no dia 25 de abril, em Brumadinho (MG).
Fundado em 2006 a partir de um projeto idealizado pelo empresário Bernardo de Mello Paz, o Inhotim reúne atualmente cerca de 1.862 obras de mais de 280 artistas de 43 países, distribuídas em uma área de 140 hectares que integra galerias, jardins botânicos e instalações ao ar livre.
Segundo a diretora artística Júlia Rebouças, as novas obras reforçam a proposta central do instituto de articular arte, natureza e educação, além de provocar reflexões sobre o território, a memória e questões contemporâneas.
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Entenda as obras
A obra “Contraplano”, de Lais Myrrha, ocupa um dos pontos mais altos do museu e estabelece diálogo com a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer. A escultura utiliza concreto e aço para refletir sobre paisagem, mineração e transformação do espaço.

Já “Dupla Cura”, de Dalton Paula, reúne cerca de 120 trabalhos na Galeria Mata, entre pinturas, fotografias e vídeos. A exposição aborda ancestralidade, espiritualidade e cultura afro-brasileira, propondo uma conexão entre memória coletiva e identidade.

Na Galeria Nascente, a instalação “Tororama”, de Davi de Jesus Nascimento, oferece uma experiência imersiva inspirada no Rio São Francisco. A obra combina pinturas, vídeo e elementos da cultura popular, como carrancas produzidas pelo Mestre Expedito, e dialoga com a história pessoal do artista.

Referência internacional
Localizado a cerca de 60 km de Belo Horizonte, o Inhotim se consolidou como um dos principais polos culturais do país, unindo arte contemporânea e biodiversidade entre os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.



