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Galeão prevê R$ 1 bilhão em investimentos e voos para 30 novos destinos

Aportes privados devem contemplar hotel internacional, centro de manutenção de aeronaves e estruturas logísticas; Aena assumiu a gestão do aeroporto em outubro

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Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão)
Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) • Divulgação

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, tem planos de ampliar sua conectividade aérea e receber novos empreendimentos nos próximos três anos. A previsão é incorporar 30 destinos à malha de voos, entre novas rotas, retomadas de operações sazonais e aumento da frequência de ligações existentes. No mesmo período, cerca de R$ 1 bilhão deve ser destinado a projetos privados no complexo aeroportuário.

Do total de destinos previstos na expansão, 12 são internacionais. Entre as cidades mencionadas estão Nova York, Dallas, Salta, Lima, Toronto e Montreal. A oferta também poderá crescer em rotas já operadas para Paris, Miami, Lisboa e Frankfurt.

Os planos foram apresentados durante um evento realizado nessa terça-feira (13), após a espanhola Aena assumir a administração do aeroporto. A empresa venceu o leilão de relicitação em março, com uma oferta de R$ 2,9 bilhões, e ficará responsável pelo terminal até 2039.

Hotel, hangar e centro de testes

A previsão de investimentos privados contempla diferentes atividades, para além do transporte de passageiros. Na hotelaria, está prevista uma unidade de bandeira internacional, que será operada pela bUP. O projeto conta com R$ 90 milhões em investimentos e prevê inicialmente 232 quartos, com possibilidade de ampliação para 426.

A área de manutenção aeronáutica também deve ganhar espaço no Galeão. A Gol anunciou a construção de um hangar de 56 mil metros quadrados, com aporte de R$ 100 milhões.

Já o setor de logística terá dois projetos da Hire Capital. Um deles prevê a construção de um galpão de 120 mil metros quadrados, com investimento de R$ 430 milhões. O outro contempla a ampliação de uma estrutura existente, que passará de 22 mil para 40 mil metros quadrados, com aporte de R$ 54 milhões.

O projeto inclui ainda um centro de testes da fabricante chinesa BYD. Com investimento previsto de R$ 300 milhões, a estrutura ocupará uma área de 184 mil metros quadrados e deverá gerar 1.200 empregos.

Somados, os projetos de terceiros têm potencial para criar 3.860 postos de trabalho ao longo de três anos, segundo a estimativa divulgada pela Aena.

Melhorias para os passageiros

A ampliação dos negócios será acompanhada por intervenções na infraestrutura do aeroporto. A Aena informou que ainda não definiu o valor dos investimentos próprios no Galeão, mas pretende modernizar equipamentos e instalações, incluindo elevadores, banheiros e sistemas de climatização.

A expectativa da concessionária é que os passageiros comecem a perceber as melhorias no início de 2027. A empresa também pretende atrair novas companhias aéreas, tanto para voos domésticos quanto internacionais, além de ampliar a presença de operadores de transporte de cargas. Entre os alvos estão empresas de baixo custo, conhecidas como low-costs.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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