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Crise energética leva Egito a adotar restrições para turistas na Páscoa

Entre as principais mudanças está o aumento no valor do visto obtido na chegada, que passou de US$ 25 para cerca de US$ 30

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Cairo, Egypt, North Africa. • Mstyslav Chernov, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Viajar para o Egito durante a Páscoa de 2026 exigirá atenção redobrada dos turistas. Em meio a uma crise energética que pressiona o país, o governo anunciou uma série de medidas emergenciais que impactam diretamente a rotina de visitantes e moradores.

Entre as principais mudanças está o aumento no valor do visto obtido na chegada, que passou de US$ 25 para cerca de US$ 30. Como alternativa, viajantes podem solicitar o visto eletrônico antecipadamente pela internet, mantendo o custo anterior e evitando filas nos aeroportos.

No dia a dia, as restrições ficam ainda mais evidentes. Restaurantes, cafés e lojas em todo o país deverão encerrar as atividades mais cedo, às 21h. Às quintas e sextas-feiras, o horário se estende até 22h. A medida também vale para destinos turísticos populares, como Hurghada e Sharm el-Sheikh, embora hotéis estejam fora dessa limitação.

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O pacote de ações ocorre em resposta ao aumento dos custos de energia e à redução no fornecimento de gás, cenário que levou o primeiro-ministro Mostafa Madbouly a classificar o momento como uma “crise extraordinária”. Para conter o consumo, o governo também reduziu a iluminação pública e incentivou o trabalho remoto em órgãos públicos.

Há ainda a possibilidade de cortes pontuais de energia, especialmente no período noturno. Apesar disso, hotéis costumam operar com geradores, o que reduz o impacto direto para turistas hospedados.

Com as mudanças, visitantes devem se planejar melhor, organizando passeios, refeições e compras com antecedência. Mesmo diante das restrições, o governo tenta preservar o setor turístico, considerado essencial para a economia egípcia.

Destinos como Cairo, Luxor e resorts no Mar Vermelho continuam recebendo turistas e são vistos como relativamente seguros, embora autoridades recomendem cautela. Já algumas áreas da Península do Sinai e regiões de fronteira permanecem sob alertas de viagem.

As medidas contrastam com planos anteriores de expansão do turismo e da vida noturna no país. No entanto, a atual escassez de energia — agravada por tensões geopolíticas — tem forçado o governo a priorizar o controle do consumo. Ainda não há prazo definido para o fim das restrições.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.