Tempestade solar atinge a Terra após erupção no Sol; entenda o fenômeno
Saiba como funcionam as ejeções de massa coronal e por que filamentos solares se rompem; entenda os efeitos

Uma erupção de filamento solar registrada no último dia 28 de setembro lançou material da superfície do Sol em direção à Terra. O fenômeno gerou uma tempestade geomagnética classificada como G1, o menor nível da escala da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos).
O evento ilustra a dinâmica constante entre a atividade solar e o campo magnético terrestre. Este guia explica o que são filamentos solares, como ocorrem as ejeções de massa coronal e quais efeitos reais essas tempestades provocam na tecnologia e no cotidiano.
O que são filamentos solares e por que se rompem
Filamentos solares são densas "fitas" de plasma e material solar mantidas suspensas acima da superfície da estrela por forças magnéticas. Essas estruturas permanecem estáveis enquanto o campo magnético as sustenta.
Quando um filamento perde essa estabilidade, o material é lançado para o espaço sideral. Foi exatamente isso que aconteceu no dia 28 de setembro, gerando a ejeção de massa coronal que se direcionou à Terra.
Como a ejeção de massa coronal atinge nosso planeta
Após o rompimento do filamento solar, uma Ejeção de Massa Coronal (EMC) foi detectada pelos sistemas de monitoramento espacial. Meteorologistas espaciais da NOAA analisaram a trajetória do material.
A análise mostrou que a massa coronal se move pelo espaço e atingiu a Terra através da sua borda lateral. Esse tipo de impacto é chamado de "impacto de raspão" pelos especialistas.
Um segundo pulso de atividade foi detectado logo em seguida. Os dados preliminares dessa nova ejeção de massa foram confirmados recentemente.
A escala de classificação das tempestades geomagnéticas
A NOAA utiliza uma escala de G1 a G5 para classificar a intensidade das tempestades geomagnéticas. O nível G1 representa o menor grau de atividade, enquanto G5 indica o máximo.
O fenômeno registrado após a erupção de 28 de setembro foi classificado como G1. Segundo o alerta atualizado, os efeitos da atividade solar chegaram ao campo magnético da Terra na sexta-feira (2 de outubro) e novamente no domingo (4 de outubro).
Para o sábado (3), a expectativa era de calmaria, com índices abaixo do nível de tempestade.
Quais tecnologias são realmente afetadas por tempestades G1
Ao contrário do que circula em especulações, tempestades de classe G1 não causam danos à população nem interrupções significativas na rotina diária. A NOAA detalha os efeitos reais desse nível de atividade.
Redes de telefonia móvel, internet banda larga e transmissões de televisão no solo não sofrem interferência ou quedas de sinal. Esses sistemas continuam operando normalmente durante eventos G1.
Pequenas variações podem ocorrer no sinal de navegação por GPS. Oscilações pontuais em comunicações de rádio de alta frequência (HF) são possíveis apenas no extremo norte e sul do planeta.
Na rede elétrica, podem ser registradas flutuações insignificantes de voltagem. Essas variações ocorrem exclusivamente em redes de energia localizadas em latitudes muito altas, próximas aos polos.
Por que internet e celulares não caem durante tempestades G1
A estrutura das redes de comunicação modernas opera com tecnologias que não são vulneráveis a tempestades geomagnéticas de baixa intensidade. Os cabos de fibra óptica e as torres de celular possuem proteção adequada.
Sistemas de internet banda larga funcionam através de infraestrutura terrestre robusta. As transmissões de dados não dependem de condições do campo magnético para manter a conexão.
Apenas equipamentos muito específicos, em latitudes extremas e usando tecnologias antigas de rádio de alta frequência, podem experimentar interferências mínimas. Mesmo nesses casos, o impacto é negligenciável.
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



