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Sua lavanda não dá flores? Você pode estar cometendo um erro comum

Lavanda em vaso precisa de sol, drenagem adequada e rega na medida certa para se desenvolver e florescer de forma saudável

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Lavanda
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A lavanda é uma das plantas mais procuradas por quem deseja ter um jardim, varanda ou ambiente perfumado em casa. Conhecida pelas flores roxas e pelo aroma característico, ela também pode ser cultivada em vasos. No entanto, alguns erros comuns de cuidado podem fazer com que a planta cresça sem florescer.

Entre os principais fatores que influenciam o desenvolvimento da lavanda estão a quantidade de luz, o tipo de solo, a drenagem do vaso, a frequência das regas e até o momento certo para fazer a poda e o transplante.

Segundo informações reunidas pelo Infobae, a lavanda pertence à família das lamiáceas e possui mais de 60 espécies. Originária da região do Mediterrâneo, a planta se adaptou ao cultivo em diferentes partes do mundo.

O excesso de água pode ser um problema

Um dos cuidados que mais exigem atenção é a rega. A lavanda não suporta raízes constantemente encharcadas, por isso o vaso precisa obrigatoriamente ter furos na parte inferior para permitir que a água escorra.

Nos primeiros anos, quando a planta ainda possui raízes pouco desenvolvidas, o solo deve permanecer levemente úmido, mas nunca encharcado. A orientação apresentada no conteúdo é regar aproximadamente uma vez por semana nos meses mais quentes e a cada duas semanas durante os períodos frios.

Depois de dois ou três anos, quando a planta já apresenta raízes mais desenvolvidas e caules mais resistentes, ela passa a tolerar melhor períodos sem água. Nessa fase, a recomendação é regar apenas quando o substrato estiver completamente seco.

O tipo de solo também faz diferença. Uma mistura de terra para vasos ou plantas aromáticas com areia grossa, perlita ou pedriscos ajuda a deixar o substrato mais solto e facilita a circulação de ar e a drenagem.

Lavanda precisa de bastante sol

Outro ponto importante é a iluminação. Para crescer bem e produzir flores, a lavanda precisa receber entre seis e oito horas de sol direto por dia.

Por isso, o ideal é escolher o local mais iluminado possível, seja dentro de casa ou em uma área externa. Apesar da necessidade de sol, a planta apresenta boa resistência às baixas temperaturas e às geadas.

O tamanho do vaso também importa

Quem pretende cultivar lavanda em vaso precisa prestar atenção ao espaço disponível para as raízes. O recipiente indicado deve ter entre 30 e 40 centímetros de diâmetro.

Vasos de cerâmica ou terracota sem pintura ou esmalte são apontados como boas opções porque são porosos e ajudam na evaporação do excesso de água.

Para quem está começando, outra possibilidade é comprar uma muda já formada. O cultivo a partir de sementes é mais barato, mas exige paciência, já que a germinação é lenta e as primeiras flores podem levar um ano ou mais para aparecer.

Com uma muda comprada em viveiro ou centro de jardinagem, o desenvolvimento tende a ser mais rápido, e as primeiras flores podem surgir em poucas semanas após o transplante.

Cuidado com o excesso de adubo

A lavanda também não precisa de grandes quantidades de fertilizante. Uma pequena aplicação de adubo orgânico uma ou duas vezes durante o período de crescimento pode ser suficiente.

O excesso, principalmente de produtos ricos em nitrogênio, pode ter o efeito contrário ao desejado. Em vez de estimular as flores, o nutriente favorece o crescimento das folhas e pode prejudicar a floração.

Por isso, a recomendação é optar por um fertilizante com baixa concentração de nitrogênio.

Quando trocar a lavanda de vaso

O transplante também deve ser feito com cuidado. A recomendação é mudar a planta para outro vaso a cada dois ou três anos, embora esse intervalo possa ser maior quando ela já foi colocada inicialmente em um recipiente grande.

A primavera é considerada a melhor época para realizar a troca. O novo vaso deve ser apenas um pouco maior que o anterior, permitindo que as raízes continuem crescendo sem provocar uma mudança brusca.

A poda ajuda a manter a planta saudável

A poda deve ser leve e tem como objetivo manter a lavanda compacta, retirar partes secas e estimular o surgimento de novos brotos.

Os períodos indicados para a poda são o início da primavera e o outono. Depois da floração, é importante retirar as flores secas e encurtar as ramas.

A orientação é evitar cortes muito agressivos e preservar a estrutura do arbusto.

Flores de lavanda também podem ser aproveitadas

A colheita deve ser feita no início da floração, quando as flores começam a abrir. O ideal é escolher um dia seco e ensolarado.

Depois de cortados, os ramos podem ser reunidos em pequenos buquês e pendurados de cabeça para baixo em um local escuro, ventilado e sem umidade.

Quando estão secas, as flores mantêm o aroma e podem ser usadas para perfumar gavetas e armários, além de servirem para decoração ou presentes.

A lavanda também pode contribuir para a biodiversidade urbana. Suas flores são ricas em néctar e atraem abelhas, borboletas e outros insetos polinizadores. Para preservar esse benefício, o conteúdo recomenda escolher variedades não híbridas e evitar pesticidas e outros produtos químicos.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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