Itatiaia

Skiplagging: truque para economizar em passagens aéreas é atrativo, mas especialistas alertam para riscos

Técnica polêmica pode reduzir preços em até 30%, mas envolve brechas legais, riscos operacionais e punições de companhias aéreas

Por
Voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas • Aeroporto de Congonhas | Divulgação

Uma prática conhecida como skiplagging - ou 'técnica das cidades escondidas' - vem se popularizando entre viajantes brasileiros que buscam reduzir custos com passagens aéreas. A estratégia consiste em comprar um bilhete com conexão e desembarcar na cidade da escala, ignorando o destino final. "Depende muito de sorte", adverte Eduardo Martins, diretor do Viajala, ao ClickGrátis. "Um imprevisto pode arruinar completamente a viagem".

A economia pode chegar a 30% em voos domésticos e até 50% em internacionais, segundo especialistas. O segredo está nas falhas dos sistemas de precificação das companhias, que por vezes tornam voos com conexões mais baratos que os diretos. Ferramentas como Skiplagged, Viajala e Google Flights ajudam a identificar essas oportunidades.

Pode ser feito?

Legalmente, o skiplagging gera controvérsia. A ANAC não proíbe a prática, e especialistas em direito do consumidor afirmam que o passageiro pode escolher utilizar ou não todas as etapas do serviço contratado. Já as companhias aéreas discordam: algumas, como Lufthansa, já processaram passageiros por uso recorrente da técnica, e outras preveem penalidades em seus contratos.

Sites especializados recomendam discrição: evitar repetir a mesma rota ou vincular o bilhete ao programa de fidelidade, pois usuários frequentes podem ser identificados e punidos com perda de milhas ou bloqueio de contas.

Para quem prefere métodos menos arriscados, a recomendação continua sendo o bom planejamento: comprar com antecedência, usar alertas de preço, aproveitar transferências bonificadas de pontos e manter flexibilidade de datas. "Para quem quer realmente economizar sem dor de cabeça, a melhor estratégia continua sendo pesquisar com antecedência, comparar preços em diferentes plataformas e ser flexível quanto a datas e horários", conclui Martins.

Por

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.