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Segundo especialistas, este é o melhor exercício após os 60 anos de idade 

Descubra o movimento simples que fortalece glúteos e quadris, melhora a mobilidade e ajuda a manter a independência nas tarefas do dia a dia 

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Ponte de glúteos
Ponte de glúteos • Gemini

Levantar do sofá sem apoiar os braços, subir escadas sem sentir as pernas fraquejarem ou caminhar com firmeza são gestos cotidianos que podem se tornar desafios com o passar dos anos. A força muscular da parte inferior do corpo é essencial para preservar a autonomia e a qualidade de vida. Um movimento específico reúne o consenso de treinadores e fisioterapeutas: a ponte de glúteos. Executado deitado de costas, com joelhos flexionados e pés no chão, esse exercício trabalha a extensão do quadril sem exigir equipamentos. A simplicidade não diminui a eficácia — especialistas destacam seus benefícios diretos para a mobilidade e a força necessária nas atividades diárias. 

Por que a força dos glúteos é essencial após os 60 anos 

Os músculos glúteos participam ativamente de movimentos cotidianos como caminhar, subir degraus e erguer-se de uma cadeira. Manter esses músculos fortes vai além da aparência: trata-se de capacidade funcional. A força dos quadris está diretamente relacionada à autonomia para realizar tarefas do dia a dia. Glúteos enfraquecidos podem sobrecarregar a região lombar e comprometer o equilíbrio. Segundo o personal trainer Bruno Pontes, certificado pelo American College of Sports Medicine (ACSM) e pela AFAA, a ponte de glúteos ajuda a fortalecer esses músculos, melhorar a força dos quadris e aumentar a estabilidade da pelve. O exercício também pode ajudar a reduzir a sobrecarga na região lombar. 

O movimento que trabalha músculos essenciais para a mobilidade 

Além de ativar o glúteo máximo, o exercício também recruta os músculos isquiotibiais e do core, que estabilizam a pelve durante a elevação dos quadris. Essa combinação muscular é fundamental para o controle dos movimentos. O preparador físico certificado Jarrod Nobbe (CSCS) destaca a importância desse trabalho integrado. Segundo ele, "a ponte de glúteos é um dos exercícios fundamentais" que mantém sua posição "por um motivo". Nobbe explica que o exercício ajuda a aprender a iniciar o movimento pelos quadris, ativar os glúteos e estabilizar a pelve sem exigir uma preparação complicada. Essa habilidade tem aplicações diretas no dia a dia. 

Como a ponte de glúteos contribui para tarefas cotidianas 

A força dos quadris é necessária para caminhar, subir escadas e levantar de uma cadeira. O exercício ensina o corpo a usar os músculos corretos para essas ações. A instrutora de Pilates Rachel Lennon afirma categoricamente que "a ponte de glúteos é o exercício que todos deveríamos fazer para viver mais". Para ela, glúteos mais fortes facilitam atividades essenciais como sair da cama e se movimentar ao longo do dia. Lennon também destaca que "o movimento de subir e descer com essa prancha mobiliza a coluna". Manter a coluna flexível é essencial para "permanecer saudável e jovem". 

Execução correta do exercício passo a passo 

A eficácia do movimento depende da técnica adequada. Bruno Pontes recomenda concentrar a contração nos glúteos ao elevar os quadris, sem compensar o esforço arqueando as costas. Posição inicial: deite-se de costas, flexione os joelhos e apoie as plantas dos pés no chão, aproximadamente na largura dos quadris. Deixe os braços ao lado do corpo, com as palmas voltadas para baixo.

Preparação:

antes de elevar a pelve, contraia o abdômen e os glúteos. Mantenha a cabeça, os ombros e a parte superior das costas apoiados no chão.

Execução:

pressione os pés contra o chão e contraia os glúteos até alinhar o tronco e as coxas. Não force as costas nem eleve a pelve além do que for confortável. Controle: mantenha a posição brevemente, desde que consiga preservar o controle do movimento. Depois, abaixe os quadris lentamente, sem deixá-los cair. Adaptação: comece com poucas repetições bem executadas. É melhor fazer menos repetições corretas do que continuar quando a técnica já não estiver adequada. 

Sinais de alerta e ajustes necessários durante a prática 

Durante a execução, é importante não confundir a sensação de esforço com dor. Se você sentir dor na região lombar, nos quadris ou em outra parte do corpo, o recomendado é interromper o exercício. Observar a postura durante o movimento ajuda a identificar se o esforço está sendo concentrado na região lombar ou nos músculos isquiotibiais. O foco deve permanecer nos glúteos. Jarrod Nobbe explica que prestar atenção à execução permite corrigir compensações indesejadas. Procurar um profissional para avaliar a técnica é recomendado caso surjam desconfortos. 

Como progredir no exercício com segurança 

Com a prática consistente, é possível adaptar o movimento para torná-lo mais desafiador. Acrescentar pausas mais longas, faixas de resistência ou variações com apenas uma perna são opções. No entanto, não é necessário começar por essas versões avançadas. Para quem não tem o hábito de se exercitar, dominar a versão básica é um primeiro passo mais seguro. Adicionar resistência ou tentar executar o movimento com apenas uma perna antes de consolidar a técnica básica pode comprometer a forma e aumentar o risco de lesões. A progressão deve respeitar o condicionamento físico individual. 

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