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Procuram-se voluntários para viver de graça na Espanha cuidando de animais abandonados

Oportunidade permite passar um período na região da Serra de Gredos com hospedagem grátis em troca de 24 horas de trabalho semanais

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Serra de Gredos, na Espanha
Serra de Gredos, na Espanha • Reprodução/Wikimedia Commons

Para quem está cansado do trânsito, do barulho e da rotina cada vez mais conectada ao mundo digital, saiba que existe uma alternativa diferente na Espanha: passar um período vivendo em meio à natureza, ajudando no cuidado de animais e sem pagar pela hospedagem.

A oportunidade é oferecida pelo Santuário Dharma, um refúgio localizado na Serra de Gredos, entre as províncias de Toledo e Cáceres e próximo ao rio Tiétar. O projeto reúne voluntários interessados em animais e oferece uma experiência que mistura convivência e contato direto com a vida no campo.

Mais de 100 animais fazem parte do projeto

O santuário abriga atualmente mais de 100 animais de diferentes espécies. Entre eles estão cães, gatos, cavalos, porcos vietnamitas, cabras, gansos, pássaros e tartarugas. Há até um suricato entre os moradores do local.

Para manter toda essa estrutura funcionando, os voluntários participam de diversas tarefas ao longo do dia. A rotina envolve alimentação, limpeza, cuidados básicos com os animais e manutenção dos espaços onde eles vivem.

Não é exatamente uma viagem de férias, portanto. A proposta é trocar algumas horas do dia por uma experiência de convivência com os animais e com outras pessoas que também decidiram passar um tempo longe da rotina convencional.

O que o voluntário recebe em troca?

A carga de trabalho é de 24 horas por semana, normalmente distribuídas em quatro horas por dia durante seis dias. Um dia da semana fica livre para descansar, conhecer a região ou simplesmente aproveitar o silêncio da serra.

Durante a estadia, o santuário oferece acomodação em quarto compartilhado e alimentação. Os voluntários também podem utilizar a lavanderia e a internet sem pagar nada, além de transporte gratuito.

A ideia é que a experiência não se limite às tarefas do dia a dia. Quem participa passa a fazer parte temporariamente da comunidade que vive no local, compartilhando a rotina com outras pessoas e convivendo de perto com os animais.

Como é a rotina de trabalho?

As atividades são divididas em diferentes momentos do dia. Pela manhã, os voluntários ajudam a abrir os estábulos, verificar os animais, alimentá-los e realizar a limpeza dos espaços. À tarde, é hora de reforçar a alimentação quando necessário e conferir se os bebedouros estão limpos e abastecidos.

No fim do dia, cães e gatos recebem a última refeição, enquanto os demais animais são encaminhados para os locais onde passarão a noite.

Também podem surgir tarefas de manutenção, dependendo das necessidades do santuário. Consertar cercas e fazer pequenos reparos costumam fazer parte da rotina do projeto.

Regras de participação

Como o Santuário Dharma segue uma proposta vegana, os voluntários precisam respeitar esse princípio durante a estadia, inclusive em relação à alimentação.

Também é necessário ter mais de 18 anos, embora menores possam participar acompanhados ou com autorização dos responsáveis. O projeto pede ainda um bom nível de espanhol e que o voluntário tenha condições de chegar até o local por conta própria.

Casais e animais de estimação não são aceitos durante a experiência. O consumo de álcool, tabaco, cigarros eletrônicos e outras drogas também é proibido nas instalações.

Além disso, o santuário demonstra preferência por pessoas interessadas em permanecer por mais tempo ou que desejam retornar futuramente. Segundo o projeto, isso ajuda os voluntários a conhecer melhor os animais e entender as necessidades do trabalho.

Como se candidatar?

Quem quiser conhecer a experiência pode acessar o site oficial do Santuário Dharma e preencher o formulário disponível na área de voluntariado.

Existem diferentes possibilidades de participação: estadias mais longas, para quem pretende se envolver por um período maior; estadias curtas, de alguns dias; e visitas, para quem quer conhecer o projeto sem necessariamente assumir a rotina de voluntário.

Por fim, para aqueles que decidem participar, o santuário deixa claro desde o primeiro momento que a vida no campo é intensa e exigente, mas também gratificante e enriquecedora.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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