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Possibilidade de 'super El Niño' em 2026 segue preocupando especialistas

Nasa identifica sinais no Oceano Pacífico e risco de impactos climáticos extremos em diferentes regiões do planeta acende alerta

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Pixabay/ Reprodução

Especialistas em clima e meteorologia estão monitorando com atenção o possível desenvolvimento do fenômeno El Niño em 2026. A preocupação aumentou após a Nasa detectar uma onda Kelvin no Pacífico oriental, considerada um dos principais indícios de alterações oceânicas capazes de influenciar o clima global nos próximos meses.

Segundo os pesquisadores, o fenômeno pode provocar mudanças significativas nos padrões de chuva, secas prolongadas, aumento de temperaturas e eventos climáticos extremos em diferentes partes do mundo. O acompanhamento é feito por meio de satélites, boias oceânicas e modelos meteorológicos avançados.

O El Niño faz parte do chamado ENOS, sigla para El Niño Oscilação Sul, um fenômeno climático natural relacionado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Quando as temperaturas do mar sobem acima do normal, a circulação atmosférica sofre alterações que podem afetar o clima em escala global.

De acordo com especialistas citados pela NOAA, agência climática dos Estados Unidos, existe mais de 80% de probabilidade de o El Niño se consolidar entre maio e julho de 2026. Alguns modelos climáticos ainda indicam a possibilidade de um evento de grande intensidade, chamado de "Super El Niño", semelhante aos registrados em 1997 e 2015.

Os cientistas explicam que o aquecimento anormal das águas oceânicas pode alterar regimes de chuva na América do Sul, provocar secas em regiões da Ásia e da Austrália e aumentar o risco de enchentes em áreas vulneráveis. Também há preocupação com impactos na agricultura, no abastecimento de água e na pesca.

A NOAA informou que as temperaturas do Pacífico já apresentam anomalias acima de 1,5°C em algumas regiões monitoradas. Para os especialistas, esse aquecimento favorece o chamado acoplamento oceano atmosfera, condição necessária para o fortalecimento do fenômeno.

Na América Latina, governos e órgãos meteorológicos começaram a intensificar medidas preventivas diante da possibilidade de chuvas extremas, deslizamentos de terra e inundações. Países como Peru, Equador e Colômbia já emitiram alertas e iniciaram planos de preparação para possíveis impactos climáticos.

Outro efeito esperado envolve a temporada de furacões. Os especialistas afirmam que o El Niño costuma reduzir a formação de furacões no Atlântico, devido ao aumento do cisalhamento dos ventos. Em contrapartida, o Pacífico central e oriental pode registrar mais ciclones e tempestades intensas.

A Organização Meteorológica Mundial destaca que o fenômeno influencia diretamente os padrões climáticos globais e pode provocar mudanças severas em diferentes continentes. Apesar dos sinais atuais, os pesquisadores ressaltam que a intensidade máxima do evento ainda dependerá da evolução das condições oceânicas nas próximas semanas.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.