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Por que começamos a tropeçar ao caminhar à medida que envelhecemos, e como fortalecer os pés com um movimento simples?

Exercício não substitui os tradicionais movimentos de ponta de pé. Para manter um tornozelo funcional, é necessário trabalhar ambas as direções: tanto elevar a parte frontal quanto os calcanhares

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Também é importante consultar um profissional se você arrasta repetidamente apenas um dos pé • Freepik/Reprodução

Muitas pessoas concentram atenção nos exercícios de ponta de pé para trabalhar as panturrilhas, mas o movimento inverso costuma ser esquecido. Levantar a parte frontal do pé é o gesto que permite ultrapassar irregularidades do chão, tapetes e degraus sem arrastar os dedos durante a caminhada.

Segundo o fisioterapeuta e doutor em Ciências da Atividade Física Sergio López López, quando essa capacidade diminui, reduz-se a margem de segurança e aumenta o risco de tropeçar. Um exercício simples pode treinar esse movimento e prevenir acidentes.

O músculo responsável por evitar que os dedos rocem o solo

O movimento que eleva a ponta do pé em direção à canela chama-se dorsiflexão do tobillo. O tibial anterior, músculo localizado na parte frontal da perna, atua como protagonista dessa ação.

Esse músculo trabalha continuamente enquanto você caminha. Ele mantém os dedos elevados durante o avanço do pé e também controla o descenso da parte dianteira quando o calcanhar toca o chão.

Por que começamos a tropeçar com mais frequência

Com o passar dos anos, ocorrem perdas naturais de massa muscular, força e velocidade de resposta entre músculos e nervos. Essas mudanças podem reduzir a capacidade de levantar adequadamente a ponta do pé.

Quando isso acontece, obstáculos que antes eram superados sem dificuldade passam a representar risco. Tropeços frequentes em pequenas elevações do piso servem como sinal de alerta para prestar atenção ao fortalecimento dessa região.

Passo a passo do exercício para fortalecer o tibial anterior

O exercício pode ser realizado em casa com apoio de uma cadeira ou parede:

Primeiro: posicione-se ao lado de uma cadeira ou parede para ter um ponto de apoio seguro.

Segundo: mantenha os calcanhares firmemente apoiados no chão durante todo o movimento.

Terceiro: eleve a parte dianteira de ambos os pés o máximo possível, levantando os dedos em direção à canela.

Quarto: abaixe os pés lentamente, controlando o descenso.

Quinto: repita o movimento de forma controlada, sem pressa.

O fisioterapeuta recomenda começar com duas ou três séries de 10 a 15 repetições, realizadas duas ou três vezes por semana. Quando o exercício se tornar fácil, é possível adicionar resistência com uma banda elástica. Iniciantes podem começar sentados e progredir para a posição em pé.

A importância do trabalho equilibrado do tornozelo

Este exercício não substitui os tradicionais movimentos de ponta de pé. Para manter um tornozelo funcional, é necessário trabalhar ambas as direções: tanto elevar a parte frontal quanto os calcanhares.

O objetivo não deve ser treinar apenas o tibial anterior de forma isolada. Um trabalho equilibrado de todos os músculos que participam dos diferentes movimentos do tornozelo garante melhor funcionalidade e prevenção de lesões.

O que observar durante a execução do movimento

O exercício também serve como ferramenta de avaliação da resposta de cada pé. O fisioterapeuta recomenda prestar mais atenção à qualidade do movimento do que ao número absoluto de repetições.

Aspectos importantes a observar incluem: se ambos os pés conseguem se elevar claramente, se os calcanhares permanecem bem apoiados no chão, se existe diferença marcante entre um lado e outro, e se o cansaço aparece muito rapidamente.

Segundo o especialista, não existe uma quantidade universal validada de repetições que estabeleça força normal em pessoas mais velhas. Uma diferença evidente entre os dois pés pode fornecer mais informação relevante que conseguir completar 20 ou 30 repetições.

Sinais de alerta que indicam necessidade de avaliação profissional

O fisioterapeuta recomenda procurar avaliação especializada quando a mudança surge recentemente, progride com o tempo ou apresenta diferença clara entre um pé e outro.

Também é importante consultar um profissional se você arrasta repetidamente apenas um dos pés, tem dificuldades para levantá-lo corretamente ou apresenta formigamento ou perda de sensibilidade.

Uma queda acentuada da ponta do pé pode estar relacionada a alterações de um nervo da perna, das raízes nervosas da região lombar ou outros problemas neurológicos. Nesses casos, o problema não deve ser abordado apenas com exercícios caseiros. É fundamental determinar a causa mediante avaliação profissional adequada.

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