País da América Latina vai ganhar novos trens chineses com capacidade para quase 900 passageiros, câmeras e telas digitais
Conexão ferroviária vai beneficiar milhares de passageiros que viajam entre a Cidade do México e Pachuca, contando com trens equipados com tecnologia de ponta

As novas composições serão destinadas ao serviço que vai ligar a Cidade do México a Pachuca, no estado de Hidalgo, passando pelo Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (AIFA). O projeto tem como objetivo melhorar a mobilidade entre a capital mexicana e a região metropolitana, além de oferecer uma alternativa moderna de transporte para milhares de passageiros diariamente.
Nova conexão para milhares de passageiros
A frota será composta por 15 trens elétricos fabricados pela chinesa CRRC Zhuzhou Locomotive, em parceria com a empresa mexicana México Railway Transportation Equipment. O contrato foi assinado em setembro de 2025, no valor aproximado de 5,84 bilhões de pesos mexicanos (cerca de R$ 1,7 bilhão), e engloba desde a colocação das unidades em operação até a manutenção e a estruturação das oficinas.
A linha Buenavista-Pachuca fará parte da expansão da rede ferroviária de passageiros do país e vai integrar a estação terminal de Buenavista, no coração da Cidade do México, ao aeroporto AIFA e à capital do estado de Hidalgo. A estimativa oficial é de que o percurso completo seja feito em cerca de 1 hora e 15 minutos, a depender do fluxo definitivo da operação.
Como são os novos trens chineses que chegam ao México
- Capacidade: Trens com cerca de 102 metros de comprimento e capacidade para transportar até 893 passageiros por composição.
- Tecnologia a bordo: Equipados com sistema de câmeras de monitoramento (CFTV), telas digitais de informação e avisos sonoros para orientar os passageiros durante a viagem.
- Acessibilidade: Espaços exclusivos para facilitar o acesso e a acomodação de pessoas com mobilidade reduzida.
- Desempenho: Velocidade máxima projetada de até 130 km/h, com sistema de acoplamento que permite juntar dois ou mais trens nos horários de maior movimento.
Outro ponto de destaque é o incentivo à indústria local. Segundo as autoridades mexicanas, as duas primeiras unidades estão sendo fabricadas na China, mas o restante da frota contará com uma participação cada vez maior de peças e montagem nacional. A meta estabelecida na licitação é de que mais de 65% de cada trem seja produzido com componentes locais.
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