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O truque do cinto de segurança que poucos conhecem para mover um carro sozinho

Técnica utiliza o próprio cinto de segurança para facilitar o deslocamento de um veículo parado

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Imagem de uma pessoa colocando cinto de segurança • Reprodução Freepik

Quem já ficou com o carro parado e precisou deslocá-lo sem ajuda sabe que empurrar um veículo pode ser uma tarefa difícil. Uma técnica que circula entre motoristas utiliza o próprio cinto de segurança para facilitar esse trabalho, aproveitando a força das pernas para movimentar o automóvel.

A ideia é transformar o cinto em uma espécie de apoio para aumentar a capacidade de tração do motorista. Apesar de parecer simples, a técnica não é indicada para ser realizada de qualquer maneira, principalmente em locais com trânsito, inclinações ou pouco espaço para movimentação.

Como funciona o truque do cinto de segurança

A técnica consiste em retirar completamente a faixa do cinto de segurança do lado do motorista e levá-la para fora do veículo. Em seguida, a porta é fechada sobre a faixa, mantendo o cinto preso entre a porta e a estrutura do automóvel.

Depois, o motorista posiciona a parte do cinto que ficou para fora sobre o ombro e se coloca de costas para o sentido em que o carro será deslocado.

Ao inclinar o corpo e utilizar principalmente a força das pernas, o motorista consegue aplicar uma força de tração sobre o veículo. Com isso, o automóvel pode começar a se movimentar enquanto a pessoa mantém as mãos disponíveis para controlar o volante.

A técnica funciona porque permite aproveitar o peso e a força do próprio corpo de maneira diferente de um simples empurrão com os braços.

Quais são os riscos de usar o cinto para mover o carro?

Apesar de poder facilitar o deslocamento de um veículo parado, a técnica apresenta riscos importantes. Um dos principais problemas é a possibilidade de perda de controle do automóvel. Se o carro estiver em uma descida, por exemplo, pode ganhar velocidade rapidamente, dificultando a reação do motorista.

Também existe risco de queda. Como a pessoa fica fisicamente conectada ao veículo pelo cinto, um tropeço ou escorregão pode fazer com que ela seja arrastada pelo automóvel ou fique próxima às rodas.

Outro ponto de atenção são os possíveis danos ao próprio veículo. A pressão da faixa do cinto contra a porta pode provocar desgaste do tecido, problemas na borracha de vedação ou até alterações no alinhamento da porta, dependendo da força aplicada.

Vale a pena usar essa técnica?

O procedimento pode parecer uma alternativa prática em uma situação de emergência, mas não deve ser considerado um método seguro para movimentar um carro em qualquer circunstância.

Sempre que possível, o mais indicado é buscar ajuda de outra pessoa, utilizar equipamentos apropriados para o reboque ou acionar um serviço especializado. Em uma situação de pane, principalmente em uma via movimentada, a prioridade deve ser retirar as pessoas de uma área de risco e evitar qualquer procedimento que possa provocar um acidente.

Além disso, o cinto de segurança é um equipamento fundamental de proteção em colisões. Por isso, qualquer procedimento que possa danificar sua estrutura ou comprometer seu funcionamento deve ser evitado.

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