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NASA descobre cratera gigante na Lua maior que o Coliseu de Roma; entenda

Descoberta cratera de 222 metros na Lua, maior impacto recente documentado

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NASA descobre cratera gigante na Lua maior que o Coliseu de Roma; entenda
NASA descobre cratera gigante na Lua maior que o Coliseu de Roma; entenda • Foto: NASA

Em algum momento entre 11 de abril e 22 de maio de 2024, um fragmento de asteroide ou cometa do tamanho de um prédio de três a seis andares atingiu a superfície lunar. O impacto criou uma cratera de aproximadamente 222 metros de diâmetro — equivalente a dois campos de futebol americano — e até 43 metros de profundidade, o equivalente a três ônibus escolares empilhados verticalmente.

A descoberta só veio meses depois, quando cientistas revisaram montanhas de dados da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA. O evento representa a maior cratera de impacto recente conhecida no sistema solar e um tipo de ocorrência estatisticamente rara: acontece apenas uma vez a cada 132 anos. Para a NASA, que prepara a construção de uma base lunar para astronautas, cada detalhe desse impacto é informação estratégica sobre os riscos reais da superfície da Lua.

Por que este impacto lunar é considerado uma descoberta única

Eventos desse porte na Lua são excepcionalmente raros. Segundo os pesquisadores, um impacto capaz de escavar uma cratera desse tamanho ocorre estatisticamente apenas uma vez a cada 132 anos.

"Este evento constitui uma observação estatisticamente rara, efetivamente única na vida", escreveram os cientistas em um dos dois estudos publicados na revista Science Advances. A magnitude do fenômeno transforma a descoberta em oportunidade valiosa para entender a dinâmica de impactos celestes.

A cratera — batizada em homenagem a Thomas McGetchin, ex-diretor do Lunar and Planetary Institute de Houston — é três vezes maior que a recordista anterior encontrada pela LRO há uma década. A Lua, marcada por crateras desde tempos ancestrais, abriga algumas das maiores do sistema solar, incluindo uma que se estende por mais de 2.400 quilômetros.

Como a cratera gigante foi detectada meses após o impacto

Telescópios na Terra e no espaço não flagraram o impacto em tempo real. A descoberta veio apenas quando cientistas revisaram imagens de ângulo amplo capturadas pela LRO entre abril e maio de 2024.

A identificação aconteceu em agosto de 2025, perdida inicialmente na enxurrada de dados coletados pela sonda. Depois, no outono, a espaçonave reuniu imagens mais detalhadas da região, e a confirmação oficial veio no início de 2026.

A Lunar Reconnaissance Orbiter circula a Lua desde 2009, fornecendo visão aproximada da superfície lunar enquanto a agência espacial se prepara para enviar astronautas de volta ao satélite natural da Terra.

O efeito de jardinagem que revolve o solo lunar a cada 80 mil anos

O impacto agitou a superfície lunar por mais de 106 quilômetros ao redor do ponto de colisão. Poeira e solo rochoso foram arremessados em ângulo mais alto do que os cientistas esperavam, segundo Mark Robinson, cientista-chefe das câmeras da LRO e autor principal de um dos estudos.

Um estudo separado identificou uma mancha fria de aproximadamente 6,4 quilômetros de largura ao redor da nova cratera, consistente com o afrouxamento do solo superficial da Lua. David Paige, da Universidade da Califórnia em Los Angeles e coautor do trabalho, compara o processo à jardinagem.

"Agora estamos pensando nos impactos como uma forma de jardinar o regolito — revolvendo os sedimentos e colocando acima material que geralmente está abaixo da superfície", afirmou Paige em comunicado.

As numerosas descobertas de crateras pela LRO desde seu lançamento mostram que o primeiro centímetro de solo lunar está sendo virado por material ejetado a cada 80 mil anos, mais rápido do que se pensava anteriormente, de acordo com Robinson.

O que acontece com as pegadas dos astronautas da Apollo na Lua

Contrariando a crença popular de que as pegadas empoeiradas dos caminhantes lunares da Apollo durarão para sempre, elas "definitivamente estarão desaparecidas nesse período de tempo", afirmou Robinson em e-mail.

A taxa de renovação da superfície lunar por impactos revela que mesmo marcos históricos como as pegadas dos astronautas têm prazo de validade geológico. O constante bombardeio de fragmentos espaciais, embora raro em grande escala, ocorre continuamente em escalas menores.

Como os dados do impacto ajudam a planejar bases lunares habitadas

O próximo passo é calcular o risco de material ejetado de crateras atingir a planejada base lunar da NASA, segundo Robinson. "Essa informação ajudará engenheiros a endurecer estruturas para que não se tenha que se preocupar com danos, ou talvez se preocupar menos".

Cada impacto documentado fornece dados sobre velocidades de ejeção, ângulos de dispersão, alcance do material expelido e padrões de distribuição. Esses parâmetros são essenciais para projetar habitats resistentes e definir zonas de segurança ao redor de instalações lunares.

A cratera McGetchin, com seus aproximadamente 222 metros de diâmetro e campo de detritos de mais de 106 quilômetros, oferece modelo real para simulações de engenharia. Quanto mais eventos raros a ciência conseguir documentar, mais precisas se tornam as estimativas de risco para a presença humana permanente na Lua.

Tamanho impressionante comparado a marcos terrestres conhecidos

A cratera mede aproximadamente 222 metros de diâmetro — o comprimento de dois campos de futebol americano colocados lado a lado. Sua profundidade atinge até 43 metros, equivalente a empilhar verticalmente três ônibus escolares amarelos.

Esses números colocam a cratera McGetchin em escala comparável ao Coliseu Romano, um dos maiores anfiteatros já construídos na Terra. A comparação com estruturas humanas conhecidas ajuda a dimensionar a energia envolvida no impacto.

O objeto que criou esse buraco tinha o tamanho de um edifício de três a seis andares. Quando fragmentos desse porte atingem a Lua a velocidades astronômicas, a energia liberada é suficiente para vaporizar rocha e esculpir crateras com paredes íngremes que permanecem visíveis por milênios.

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