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Mistura com 5 sementes pode reforçar a alimentação e ajudar na saúde dos cabelos

Sementes de abóbora, linhaça, girassol, gergelim e chia formam uma mistura rica em nutrientes que pode fazer parte da dieta e contribuir para a saúde dos fios, mas não substitui a investigação das causas da queda de cabelo

Sementes de abóbora são versáteis e ricas em nutrientes
Sementes de abóbora são versáteis e ricas em nutrientes • Freepik

A alimentação pode ter um papel importante na saúde dos cabelos, especialmente porque a falta de determinados nutrientes está entre os fatores que podem contribuir para a queda dos fios. Uma mistura simples feita com cinco tipos de sementes ganhou destaque justamente por reunir fontes de gorduras saudáveis, proteínas, fibras, vitaminas e minerais.

A combinação sugerida pelo site de notícias 'Times of India' reúne sementes de abóbora, linhaça, girassol, gergelim e chia. A proposta não é tratar a queda de cabelo apenas com alimentos, mas aumentar a variedade de nutrientes da dieta e oferecer componentes importantes para a manutenção dos fios e dos folículos.

O que cada semente oferece

A linhaça é fonte de ácido alfa-linolênico, conhecido como ALA, um tipo de gordura da família do ômega 3. Também fornece fibras e outros nutrientes. Apesar disso, o conteúdo consultado ressalta que ainda não há evidências clínicas suficientes para afirmar que o consumo de linhaça trate a queda de cabelo.

Já a semente de girassol contém vitamina E, proteínas, gorduras saudáveis e minerais. A vitamina E tem ação antioxidante, enquanto proteínas e minerais participam de processos importantes para o funcionamento do organismo e para a manutenção dos cabelos.

O gergelim acrescenta proteínas, gorduras saudáveis, cálcio, magnésio e outros nutrientes à mistura. A chia, por sua vez, também é rica em ALA, fibras, proteínas e minerais e pode ser consumida em preparações como vitaminas, iogurtes e aveia.

Entre as cinco opções, a semente de abóbora recebe atenção especial. Ela contém zinco, mineral relacionado à reparação dos tecidos e ao funcionamento das glândulas sebáceas do couro cabeludo. As sementes e o óleo de abóbora também possuem fitoesteróis, que podem interferir na produção da 5-alfa-redutase, enzima relacionada aos níveis de DHT, hormônio associado a determinados tipos de queda de cabelo.

Como preparar a mistura de sementes

Para preparar o pó, são indicadas:

  • 2 colheres de sopa de sementes de abóbora
  • 2 colheres de sopa de linhaça
  • 2 colheres de sopa de sementes de girassol
  • 2 colheres de sopa de gergelim
  • 1/2 colher de sopa de chia

As sementes podem ser torradas juntas ou separadamente. Depois, devem esfriar e ser trituradas até formar um pó de textura mais grossa.

Como as sementes trituradas são perecíveis, a recomendação é guardar a mistura em um recipiente hermético, dentro da geladeira. O pó pode ser acrescentado a alimentos como aveia, iogurte, vitaminas e saladas.

O conteúdo consultado também destaca que não existe uma dose específica estabelecida para essa combinação com o objetivo de diminuir a queda de cabelo. Por isso, a orientação apresentada é incorporá-la à alimentação, em vez de simplesmente misturá-la à água e consumi-la dessa forma.

Mistura não substitui investigação da queda

Apesar de nutritivas, as cinco sementes não são capazes de interromper completamente a queda de cabelo. A perda dos fios pode estar relacionada a diferentes fatores, incluindo alterações hormonais, genética, alimentação inadequada, medicamentos, condições inflamatórias e outras doenças.

Por isso, quando a queda aumenta de maneira perceptível, surge de forma repentina ou permanece por um período prolongado, é importante procurar um dermatologista para investigar a causa.

A alimentação equilibrada pode contribuir para a saúde geral e fornecer nutrientes importantes para os cabelos, mas não deve ser encarada como substituta de um diagnóstico ou tratamento quando existe um problema persistente.

O conteúdo também cita resultados positivos relacionados ao óleo de semente de abóbora em casos de alopecia androgenética. Ainda assim, a recomendação é descobrir a origem da queda antes de tentar solucionar o problema apenas por meio da alimentação.

 

 

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