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Área abandonada vira mercado gastronômico no Conjunto Nacional, na Paulista

Projeto transforma 3.250 m² abandonados em mercado com 17 restaurantes, bares e cozinha-estúdio na Avenida Paulista

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Time Out Market nasceu em Lisboa em 2014 e combina restaurantes, bares e programação cultural em um único endereço
Time Out Market nasceu em Lisboa em 2014 e combina restaurantes, bares e programação cultural em um único endereço • Time Out Market/Divulgação

Um espaço que está vazio há uma década no primeiro andar do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, ganhará nova vida como mercado gastronômico. A transformação, prevista para o primeiro trimestre de 2027, ocupará 3.250 m² com 17 restaurantes, três bares, uma padaria e uma cozinha-estúdio voltada para aulas e workshops.

O projeto arquitetônico do Levisky Arquitetos propõe a criação de uma praça coberta que preserva elementos originais do edifício, como colunas e teto industrial. A distribuição dos ambientes busca transformar o espaço abandonado em um local de convivência, com mesas coletivas e circulação fluida entre 750 e 800 lugares.

O conceito de mercado gastronômico urbano

O Time Out Market nasceu em Lisboa, em 2014, e combina restaurantes, bares e programação cultural em um único endereço. O modelo reúne chefs convidados, nomes locais da gastronomia e experiências que vão além da alimentação.

Atualmente, a rede está presente em cidades como Nova York, Barcelona, Dubai, Lisboa e Osaka. São Paulo será a primeira operação na América do Sul, com expectativa de receber cerca de 2 milhões de visitantes por ano.

Preservação industrial e desenho de praça coberta

O projeto do Levisky Arquitetos mantém características originais do Conjunto Nacional. As colunas estruturais e o teto de caráter industrial permanecerão expostos, criando uma conexão entre o passado arquitetônico e a nova função do espaço.

A proposta distribui os restaurantes em boxes de diferentes tamanhos. O layout privilegia a circulação e as mesas coletivas, recriando a atmosfera de uma praça pública coberta.

Esse conceito de desenho valoriza a convivência. A arquitetura busca conectar as pessoas por meio da disposição dos espaços, sem barreiras físicas rígidas entre as áreas de alimentação.

Mix de experiências gastronômicas e culturais

O mercado contará com 17 restaurantes, que oferecerão diferentes cozinhas e propostas culinárias. Três bares completarão a oferta de bebidas, enquanto uma padaria atenderá à demanda por pães e produtos assados.

A cozinha-estúdio funcionará como espaço para aulas, workshops e experiências gastronômicas. A área permitirá que visitantes aprendam técnicas, conheçam ingredientes e participem de eventos culinários.

A curadoria seguirá o modelo do Time Out: selecionar nomes reconhecidos da cena gastronômica paulistana e combiná-los com chefs convidados. A programação cultural integrará o calendário, criando razões recorrentes para a visita.

Transformação de espaços urbanos abandonados

A área permaneceu vazia por aproximadamente dez anos. Essa situação é comum em grandes edifícios comerciais, onde espaços ficam subutilizados por questões de gestão, custo ou falta de um projeto adequado.

A intervenção no Conjunto Nacional demonstra como arquitetura e curadoria podem ressignificar áreas ociosas. A transformação em mercado gastronômico devolve função social e econômica ao espaço.

Edifícios históricos ou emblemáticos ganham nova relevância quando recebem projetos que respeitam sua identidade original. A preservação de elementos estruturais mantém a memória do lugar, enquanto cria uma utilidade contemporânea.

Capacidade e fluxo de visitantes esperado

Com 750 a 800 lugares distribuídos entre mesas coletivas e individuais, o mercado terá capacidade para atender a um grande volume de público. A localização na Avenida Paulista favorece o acesso por transporte público e a pé.

A expectativa de 2 milhões de visitantes anuais posiciona o empreendimento como um destino gastronômico e cultural significativo. Esse fluxo pode gerar impacto econômico na região e aumentar o movimento do Conjunto Nacional.

Mercados gastronômicos urbanos atraem diferentes perfis de público, como moradores locais, trabalhadores da região, turistas e pessoas interessadas em gastronomia. A variedade de opções e a programação cultural ampliam as ocasiões de visita.

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