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Itália joga blocos de concreto no Mediterrâneo para recuperar o que a Espanha tomou

Governo realiza obra de engenharia complexa com caixões de 33 metros de altura em profundidades de até 50 metros no leito do mar

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Porto de Gênova recebe barreira marítima de 6,2 km para operar meganavios de 400 m
Porto de Gênova recebe barreira marítima de 6,2 km para operar meganavios de 400 m • Ilustrativa | Pixabay

O governo italiano realiza a instalação de blocos colossais de concreto no leito do Mar Mediterrâneo para construir uma barreira marítima no porto de Gênova. Batizada de Nova Diga Foranea, a estrutura submarina tem como objetivo modernizar a infraestrutura portuária italiana e permitir a operação de navios de grande porte. A iniciativa representa uma das obras de engenharia mais complexas em andamento na Europa.

A construção consiste na colocação de caixões de concreto que atingem aproximadamente 33 metros de altura em profundidades de até 50 metros abaixo do nível do mar. A barreira se estende por cerca de 6,2 quilômetros mar adentro, formando uma proteção contra o movimento das ondas. A estrutura possibilitará a entrada de embarcações porta-contêineres com até 400 metros de comprimento, tamanho utilizado pelos maiores navios comerciais em operação no mundo.

O investimento previsto para o projeto supera 1,3 bilhão de euros. As obras devem se estender até 2030 devido à complexidade técnica da construção submarina e da logística portuária envolvida.

A decisão italiana de realizar a obra busca adaptar o porto histórico de Gênova aos meganavios modernos. O projeto também visa recuperar relevância estratégica diante dos portos espanhóis, que dominaram grande parte do comércio mediterrâneo nas últimas décadas. A modernização da capacidade portuária representa uma tentativa de retomar terreno perdido nessa competição comercial que se desenvolve há décadas no coração do Mediterrâneo.

A nova infraestrutura tem como meta melhorar as rotas logísticas entre a Europa e a Ásia. A barreira permitirá que Gênova receba os maiores navios comerciais atualmente em operação, aumentando sua capacidade de movimentação de cargas. A obra deverá reposicionar a Itália na disputa pelos fluxos comerciais do Mediterrâneo, alterando o equilíbrio que favoreceu os portos espanhóis nas últimas décadas.

 

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