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Ícone da música argentina morre aos 94 anos

Músico construiu trajetória de mais de sete décadas e integrou grupos marcantes da cena cultural do norte do país

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Luis Víctor “Pato” Gentilini faleceu aos 94 anos
Luis Víctor “Pato” Gentilini faleceu aos 94 anos • Instituto Nacional de Música

Morreu, nesta quarta-feira (24), Luis Víctor “Pato” Gentilini, músico que se tornou uma das principais referências da música popular do norte da Argentina. Ao longo da carreira, o artista construiu um legado com mais de cem composições e arranjos para ritmos tradicionais como zambas, chacareras, huaynos, vidalas, milongas e tangos.

A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional da Música da Argentina, que destacou a contribuição do artista para a cultura do país e prestou solidariedade aos familiares e amigos.

Pianista, guitarrista, compositor e arranjador, Gentilini dedicou mais de sete décadas à música popular argentina. Nascido em Catamarca e identificado com a província de Tucumán, fundou grupos que marcaram época, como Huayna Sumaj, La Salamanca e Matamba. Também integrou formações reconhecidas na cena folclórica argentina, entre elas Los Shalacos e Portal y sus Cumpas.

Entre suas composições mais conhecidas estão “La Calladita”, “Ojos de Tigre”, “Zamba para los Amigos de la Noche”, “Chacarera del Angelito” e “Responso por Milonga”, obras que foram interpretadas por diferentes artistas ao longo dos anos.

Em reconhecimento à sua contribuição cultural, recebeu da Universidade Nacional de Tucumán o título de Personalidade Ilustre da Cultura.

Em nota, o Ente Cultural de Tucumán definiu o músico como um artista “autodidata, inquieto e estudioso”. A instituição também destacou sua ligação com importantes nomes da cultura argentina, incluindo Atahualpa Yupanqui, com quem manteve amizade por mais de 30 anos.

Segundo o órgão, Gentilini entendia a música como uma forma de diálogo e busca interior. Sua produção artística ficou marcada pela autenticidade, pela experimentação e pelo respeito às raízes culturais, características que o transformaram em referência para gerações de músicos argentinos.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.