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Governo argentino demite funcionários e encerra atividades de complexo hoteleiro estatal

Dezenas de trabalhadores foram afetados pela medida; complexo turístico poderá ser vendido ou concedido à iniciativa privada

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Hotéis estatais em Embalse, na Argentina
Hotéis estatais em Embalse, na Argentina • Reprodução/La Voz

O governo do presidente Javier Milei avançou no plano de encerramento do turismo social na Argentina e oficializou a demissão dos funcionários ligados aos complexos hoteleiros estatais de Embalse, na província de Córdoba, e de Chapadmalal, em Buenos Aires. A medida deixa a unidade turística de Embalse sem nenhum trabalhador ativo enquanto o governo define o futuro da área, que poderá ser concedida à iniciativa privada ou colocada à venda.

Segundo representantes sindicais da Unidade Turística de Embalse, 101 trabalhadores foram afetados nas duas unidades turísticas. Apenas no complexo localizado no Vale de Calamuchita, 45 funcionários perderam seus vínculos com a unidade.

Entre os atingidos estão cerca de 15 trabalhadores terceirizados, desligados imediatamente, além de 30 servidores efetivos colocados em regime de disponibilidade por um período de até um ano. Caso não sejam realocados nesse intervalo, os funcionários poderão ser desligados definitivamente da administração pública nacional, com direito à indenização prevista em acordo coletivo.

O complexo turístico de Embalse ocupa uma área de mais de 300 hectares às margens do maior lago da província de Córdoba. O espaço reúne sete hotéis, bangalôs e outras estruturas voltadas ao turismo social. Nos últimos anos, apenas duas unidades permaneciam em funcionamento.

A decisão foi oficializada por meio de resolução do governo argentino, dentro do plano de “transformação do Estado” defendido pela gestão Milei. As propriedades foram transferidas para a Agência de Administração de Bens do Estado (AABE), responsável por conduzir processos de concessão ou privatização dos imóveis.

Protesto

Representantes do sindicato também criticaram a medida e afirmaram que esta é a primeira vez, desde a inauguração dos hotéis na década de 1950, que o complexo fica sem funcionários. A entidade informou ainda que buscará reverter a decisão em reunião marcada com integrantes do governo federal argentino.

Como forma de protesto, trabalhadores e sindicalistas anunciaram uma manifestação na ponte da barragem de Embalse, importante ligação rodoviária da região. O ato deve provocar bloqueios parciais na Rota 5 durante parte da manhã deste sábado (30).

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.