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Gambá em casa: como proteger o marsupial que controla pragas urbanas

Conheça a importância ecológica dos gambás, aprenda a identificar o período de reprodução e saiba o passo a passo correto para solicitar resgate gratuito

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Gambá é um animal marsupial • Gemini

Quando o pedreiro encontrou uma gambá com cinco filhotes agarrados às suas costas no quintal, o primeiro impulso foi de medo. A cena se repetiu em 90 residências da Serra entre janeiro e outubro de 2026, sempre com o mesmo desfecho: moradores apavorados diante de um animal que, na verdade, estava ali para ajudar. Os gambás, também chamados de saruês, desempenham um papel essencial no controle de escorpiões, aranhas, cobras e outras pragas que aparecem nas áreas urbanas. Entre setembro e fevereiro, durante o período reprodutivo, a presença desses marsupiais tende a aumentar, e saber como agir faz toda a diferença para proteger tanto as pessoas quanto os animais.

Por que gambás aparecem mais na primavera e no verão

A primavera marca o início do período reprodutivo dos gambás, que se estende até o final do verão. Nessa fase, as fêmeas carregam os filhotes em uma bolsa localizada na região abdominal. Quando os pequenos crescem, continuam sendo transportados nas costas da mãe. Essa característica explica por que muitos moradores encontram gambás acompanhados de vários filhotes durante os meses mais quentes. A expansão das cidades sobre áreas naturais aumenta os encontros entre moradores e animais silvestres. Por isso, entre setembro e fevereiro, é comum observar esses marsupiais em diferentes regiões, incluindo áreas residenciais.

O que os gambás fazem pelo equilíbrio ambiental urbano

Apesar da aparência que pode assustar algumas pessoas, os gambás executam funções essenciais para o controle de pragas. Esses animais se alimentam de insetos, aranhas, escorpiões, cobras, caramujos e outros pequenos animais. Essa dieta variada ajuda a controlar populações de pragas que também habitam as áreas urbanas. Sem os gambás, o número de escorpiões e outros animais peçonhentos tenderia a crescer significativamente. Além do controle de pragas, os gambás consomem frutos e participam da dispersão de sementes. Esse comportamento contribui para a regeneração da vegetação e a preservação da biodiversidade, mesmo em ambientes urbanos.

Como identificar uma situação que exige resgate

Nem todo encontro com um gambá requer intervenção da Fiscalização Ambiental. O animal pode estar apenas atravessando o terreno e seguirá seu caminho naturalmente. A solicitação de resgate é necessária quando o gambá está em situação de risco ou precisa ser retirado de um imóvel. Exemplos incluem animais presos, feridos ou que entraram em residências. Durante o período reprodutivo, é fundamental redobrar o cuidado ao encontrar fêmeas com filhotes. Qualquer tentativa de captura ou agressão pode separar a mãe dos pequenos e colocar ambos em perigo.

Passo a passo para solicitar resgate gratuito na Serra

Ao encontrar um gambá que precisa de resgate, o morador deve manter distância e evitar qualquer contato direto. A recomendação é não tentar capturar, machucar ou assustar o animal. O pedido de atendimento gratuito deve ser registrado pelo aplicativo Colab, disponível para celulares Android e iOS. A solicitação também pode ser feita através do site do Colab. Ao abrir a solicitação, é necessário informar a localização exata do animal. Essa informação permite que a equipe da Fiscalização Ambiental avalie a situação e realize o atendimento necessário com segurança.

O que não fazer ao encontrar um gambá

O principal erro dos moradores é tentar capturar ou agredir o animal por medo. Essa reação pode resultar em ferimentos tanto para a pessoa quanto para o gambá. Os gambás não são agressivos por natureza e só tentam se defender quando se sentem ameaçados. Manter a calma e a distância é a melhor estratégia até que a ajuda especializada chegue. Durante o período reprodutivo, separar a mãe dos filhotes pode condenar os pequenos à morte. Por isso, é fundamental evitar qualquer intervenção sem conhecimento técnico.

Como ensinar crianças a respeitar a fauna silvestre

O Instituto Últimos Refúgios desenvolve o Projeto Marsupiais desde 2017, com foco em atividades educativas, pesquisas científicas e ações de resgate e reabilitação de animais. A iniciativa inclui a ação "Conhecendo os Marsupiais do Espírito Santo", patrocinada pelo Sicoob. Durante as visitas às escolas, as biólogas e educadoras ambientais Ingrid Cole e Rafaela Barbosa apresentam fotografias, vídeos e exemplares taxidermizados de diferentes espécies brasileiras. As atividades permitem que as crianças conheçam melhor os gambás, as cuícas e outros marsupiais. O objetivo é formar uma geração mais consciente e preparada para conviver com a fauna silvestre, inclusive nas áreas urbanas.

Por que combater o preconceito contra gambás é urgente

A expansão das cidades sobre áreas naturais aumenta os encontros entre moradores e animais silvestres. Segundo o Instituto Últimos Refúgios, a conscientização da população é fundamental para combater o preconceito e evitar agressões contra os marsupiais. Os 90 resgates realizados pela Fiscalização Ambiental da Serra entre janeiro e outubro de 2026 mostram que a convivência entre humanos e gambás é uma realidade crescente. Entender a importância desses animais é o primeiro passo para a proteção. Quando a população aprende a reconhecer o papel ecológico dos gambás, a tendência é que os pedidos de resgate diminuam e a convivência se torne mais harmoniosa. A educação ambiental transforma o medo em respeito.

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