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Galã da Seleção Argentina, Rodrigo De Paul consome doce antes de jogos e motivo emociona a web

Mãe de jogador revelou história por trás das balas que ele come antes de cada partida que disputa

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Jogador argentino Rodrigo De Paul • Reprodução Instagram

Antes de entrar em campo pela Seleção Argentina, Rodrigo De Paul repete sempre o mesmo ritual: come algumas balas. O gesto, que intriga torcedores, não tem relação com superstição ou desempenho esportivo. O motivo, revelado por sua mãe, Mónica Ferrarotti, vai além de uma superstição: é uma homenagem ao avô, Osvaldo, e carrega uma história de afeto, sacrifício e memória familiar.

Segundo Mónica, quando De Paul era criança, ele começou a treinar no Racing e seu avô lhe acompanhava. Como forma de motivar ainda mais o atleta, ele lhe dava moedas para que pudesse comprar balas de goma. O que Rodrigo De Paul não sabia na época era que aquelas moedas tinham um valor muito maior: eram o dinheiro que seu avô precisava para voltar para casa.

"Meu pai dava algumas moedas para ele comprar doces quando ia treinar. O que Rodrigo não sabia é que aquelas eram as moedas para a viagem; meu pai voltava a pé para casa”, revelou Mónica.

A lembrança ficou marcada na memória de Rodrigo De Paul e, com o passar dos anos, transformou-se em um ritual antes de cada partida. As balas deixaram de ser apenas um doce e passaram a representar uma forma de manter viva a memória do avô, um dos principais incentivadores de sua trajetória no futebol.

Osvaldo, no entanto, não viveu o suficiente para ver o neto estrear na primeira divisão do futebol argentino nem defender a seleção nacional. Ele morreu em 2009, antes de acompanhar a consolidação da carreira do jogador.

Segundo Mónica Ferrarotti, mãe de De Paul, o meia jamais esqueceu os esforços feitos pelo avô para ajudá-lo a perseguir o sonho de se tornar jogador profissional. "Ele foi profundamente tocado pelos sacrifícios que seu avô fez por ele", afirmou.

Mónica também lamentou que Osvaldo não tenha presenciado as maiores conquistas do filho. "Infelizmente, o avô dele não pôde vê-lo estrear na Primeira Divisão, nem vê-lo jogar pela Seleção, mas tenho certeza de que, de onde estiver, ele está assistindo", disse.

Hoje, em cada partida pela Argentina, o gesto de comer algumas balas antes de entrar em campo vai além de um simples hábito. Para De Paul, é uma maneira de homenagear o avô e reviver as lembranças da infância, quando Osvaldo o acompanhava nos treinos e comprava os doces que, anos depois, se transformariam em um símbolo de sua trajetória.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.