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Fruta antiga de quintal da vovó volta aos jardins, aos pomares e vira fonte de pesquisas

Retorno da gabiroba aos ambientes domésticos é impulsionado por um desejo de reconexão com a natureza

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Pé adulto de gabiroba mede cerca de 2 metros e produz frutos pequenos, redondos e amarelos
Pé adulto de gabiroba mede cerca de 2 metros e produz frutos pequenos, redondos e amarelos • Reprodução Prefeitura de Curitiba

A guabiroba, também conhecida como gabiroba ou guabirova, uma pequena fruta nativa que por muito tempo ficou restrita às memórias do interior, está reconquistando seu espaço nos jardins e pomares brasileiros. Comum em biomas como o Cerrado e a Mata Atlântica, essa 'parente' da goiaba e da pitanga tem atraído atenção não apenas pelo seu sabor, mas também pelo seu potencial ornamental e nutritivo.

Versatilidade no quintal e na cozinha

A árvore da guabiroba é apreciada por sua copa densa, que pode atingir até 20 metros de altura, proporcionando excelente sombra e beleza durante a floração. Os frutos amarelos e suculentos possuem um equilíbrio entre o doce e o ácido, sendo amplamente utilizados na produção de geleias, sorvetes e licores. No entanto, para aqueles que cresceram em cidades menores, a forma preferida de consumo continua sendo colher e comer a fruta diretamente do pé.

Resgate de memórias afetivas

O retorno da espécie aos ambientes domésticos é impulsionado por um desejo de reconexão com a natureza. Para muitas famílias, cultivar um pé de guabiroba é uma forma de reviver a tradição da “caça à guabiroba”, uma prática antiga onde crianças exploravam a vegetação em busca dos frutos maduros. Esse hábito simples transformou-se em uma herança emocional que agora motiva o plantio em novos jardins.

Benefícios Comprovados pela Ciência Além do valor sentimental, a guabiroba ganhou relevância nos laboratórios. Pesquisas indicam que a fruta é uma excelente fonte de vitamina C, antioxidantes e minerais. Estudos recentes, incluindo análises da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), exploram o uso de seus extratos no controle do colesterol e investigam propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas.

Embora o uso tradicional de suas folhas e cascas em chás seja comum na medicina popular para tratar problemas digestivos, especialistas alertam que qualquer aplicação com fins terapêuticos deve ter orientação profissional, especialmente para pacientes que já utilizam outros medicamentos.

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