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Frase do dia: 'A presença de um pai vale mais do que qualquer presente que ele possa comprar'

Inspirada na teoria do apego de John Bowlby, reflexão destaca como disponibilidade emocional ajuda a construir vínculos que acompanham os filhos por toda a vida

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pai e filho
Participação na vida dos filhos é essencial para fortalecer o vínculo paterno • Freepik

Na correria da rotina, é fácil pensar que atender aos desejos dos filhos é a principal forma de demonstrar amor. E, de fato, cuidar das necessidades materiais da família é importante. Mas existe algo que nenhum presente consegue substituir: a presença.

Estar junto, ouvir com atenção, conversar, brincar, acompanhar as descobertas e demonstrar interesse pelo que acontece na vida dos filhos são atitudes simples que ajudam a fortalecer o vínculo entre pais e crianças.

John Bowlby, um dos principais nomes da Psicologia do desenvolvimento, desenvolveu a teoria do apego, segundo a qual crianças tendem a construir maior segurança emocional quando contam com figuras de cuidado sensíveis, disponíveis e consistentes. Não se trata de ser um pai perfeito, mas de estar emocionalmente presente de forma consistente.

Um pai que acolhe, escuta e demonstra interesse pela vida do filho contribui para que ele desenvolva confiança, autoestima e, ao longo do tempo, tenha mais recursos para construir relações saudáveis.

Essa reflexão permanece atual porque a ausência emocional nem sempre é percebida. Uma pessoa pode estar dentro de casa todos os dias e, ainda assim, estar distante. Da mesma forma, alguns minutos de atenção verdadeira podem ter um impacto muito maior do que se imagina.

Isso não significa diminuir o esforço de quem trabalha para garantir conforto e segurança à família, pelo contrário, já que prover também é uma forma de cuidado. A questão é lembrar que os filhos precisam de outras coisas que não podem ser compradas, como tempo, carinho, escuta e conexão.

Com o tempo, muitos dos presentes que recebemos na infância acabam ficando para trás. Brinquedos quebram, roupas deixam de servir e objetos perdem a novidade. O que costuma permanecer é a lembrança de quem estava por perto, de quem ouviu, brincou, conversou e fez a criança se sentir importante.

No fim, não se trata de ter que escolher entre trabalhar para dar conforto aos filhos ou estar presente, mas de entender que uma coisa não substitui a outra. Para uma criança, ter um pai presente também é ter alguém que participa da sua vida, presta atenção no que ela diz e está ali nos momentos que realmente importam.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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