Exercício físico regular ativa molécula que ajuda a retardar envelhecimento, aponta estudo
Pesquisa revela que a betaína, presente em alimentos como beterraba e espinafre, aumenta com prática constante de atividade física e pode proteger organismo

Pesquisadores chineses identificaram uma molécula que pode explicar parte dos efeitos antienvelhecimento provocados pelo exercício físico regular. Trata-se da betaína, substância encontrada em alimentos como beterraba e espinafre, que apresentou aumento significativo no organismo após rotinas constantes de atividade física. O estudo foi publicado na revista científica Cell.
Entre os resultados mais importantes está o aumento da produção de betaína pelos rins após semanas de atividade física. A substância foi capaz de bloquear uma enzima chamada TBK1, relacionada à inflamação e ao envelhecimento. Em testes com animais, níveis maiores de betaína também reduziram o acúmulo de gordura no fígado, um problema comum com o sedentarismo ou a idade.
Segundo os autores, a descoberta ajuda a mapear como o exercício transforma a fisiologia humana e aponta caminhos para novos tratamentos destinados a retardar o envelhecimento, especialmente para pessoas que não conseguem praticar atividade física intensa. No entanto, o estudo foi realizado com um grupo pequeno e por tempo limitado, o que exige pesquisas mais amplas.
Os especialistas reforçam que os benefícios não aparecem com uma única sessão de exercícios, mas apenas com a regularidade. Embora a betaína possa inspirar futuras terapias, ela não substitui as vantagens físicas e mentais proporcionadas pelo movimento diário.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



