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Espécie invasora avança na América Latina e provoca prejuízo de US$ 1,6 bilhão

Sem predadores naturais, os animais se espalham rapidamente, provocam perdas bilionárias no agronegócio e colocam ecossistemas em risco

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Imagem ilustrativa de uma área de mata • Fernando Frazão | Agência Brasil

A expansão descontrolada do javali europeu tem provocado prejuízos estimados em US$ 1,6 bilhão por ano na Argentina e acendido o alerta entre produtores rurais, especialistas e autoridades. Considerada uma das espécies exóticas invasoras mais nocivas do mundo, a população do animal cresce rapidamente no país, causando impactos econômicos, ambientais e sanitários.

Introduzido na província de La Pampa no início do século XX para a prática da caça esportiva, o javali encontrou condições favoráveis para se reproduzir, sem predadores naturais, e se espalhou por grande parte do território argentino. Hoje, a espécie destrói plantações, rompe cercas, danifica silos e sistemas de irrigação, elevando os custos da produção agropecuária.

Imagem ilustrativa de um javali • Imagem ilustrativa: Banco de imagens | Pexels
Imagem ilustrativa de um javali • Imagem ilustrativa: Banco de imagens | Pexels

Além dos prejuízos às lavouras, os animais competem por alimento com o gado e podem transmitir doenças como triquinose, hepatite e peste suína, colocando em risco tanto a produção pecuária quanto a saúde pública, segundo especialistas da Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires (UBA).

A presença dos javalis também preocupa pela segurança da população. Um exemplar adulto pode ultrapassar os 200 quilos e apresentar comportamento agressivo quando se sente ameaçado ou protege os filhotes. Casos de ataques fatais já foram registrados no país, além de avistamentos frequentes em áreas próximas a centros urbanos.

Diante do avanço da espécie, algumas províncias argentinas passaram a adotar medidas emergenciais, como a autorização da chamada "caça sanitária" para tentar conter a população dos animais. No entanto, pesquisadores defendem que ações isoladas não são suficientes e cobram uma estratégia nacional integrada para controlar a praga e reduzir os impactos sobre a economia, o meio ambiente e a segurança da população.

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