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Descubra três fatores de alerta que aumentam risco de doença renal crônica silenciosa

Conheça os principais causadores de lesões nos rins e por que a evolução da doença pode passar despercebida por anos

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Os rins trabalham de forma invisível, filtrando o sangue, eliminando toxinas e mantendo o equilíbrio do organismo. Esse funcionamento silencioso, porém, tem um lado perigoso: quando algo começa a falhar, o corpo pode não dar sinais até que o problema esteja avançado. Estima-se que cerca de 10% da população adulta apresente algum grau de doença renal crônica. Muitos desconhecem o diagnóstico justamente porque a doença permanece assintomática durante anos. Quando surgem os primeiros sinais, parte significativa da função dos rins já pode ter sido perdida. Saiba quais são as três principais causas identificadas e o que torna essa condição tão difícil de detectar.

Como os rins funcionam? 

Os rins desempenham múltiplas funções essenciais no organismo. Filtram o sangue continuamente, eliminam substâncias tóxicas, regulam a pressão arterial, participam da produção de hormônios e controlam o equilíbrio de líquidos e minerais. Esse trabalho acontece sem que a pessoa perceba. Por isso, quando a capacidade de filtração começa a diminuir, o corpo muitas vezes compensa a perda inicial sem manifestar sintomas evidentes. A doença renal crônica evolui de forma gradual. Nas fases iniciais, a pessoa pode sentir-se perfeitamente saudável enquanto os rins perdem progressivamente sua capacidade de funcionar.

Os dois grandes responsáveis pela doença renal crônica continuam sendo o diabetes e a hipertensão arterial. Ambas as condições provocam lesões progressivas que, quando não tratadas adequadamente, podem comprometer de forma irreversível a função dos rins.

Nos últimos anos, a obesidade também passou a ganhar destaque entre os fatores que aumentam o risco de doença renal crônica. Embora não tenha o mesmo peso das duas principais causas, a obesidade aumenta significativamente o risco de lesão renal. O excesso de peso favorece o desenvolvimento de diabetes e hipertensão arterial, criando um ambiente propício para danos renais. Além disso, a obesidade pode provocar alterações que comprometem diretamente o funcionamento dos rins.

Por que a descoberta tardia reduz as chances de tratamento? 

A evolução silenciosa da doença renal crônica representa o maior desafio para sua prevenção e tratamento. Quando os primeiros sinais surgem, parte significativa da função dos rins já pode ter sido perdida. Nesse estágio avançado, as chances de interromper ou retardar a progressão da doença diminuem consideravelmente. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Pessoas com diabetes, hipertensão ou obesidade devem realizar exames periódicos de função renal, mesmo sem sintomas. Essa vigilância permite identificar alterações iniciais e iniciar o tratamento antes que danos irreversíveis ocorram.

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