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Em 1942, a Grã-Bretanha fez experiências com um navio quebra-gelo de 610 metros para combater submarinos alemães

Durante o período da Segunda Guerra, britânicos estudaram construir um porta-aviões de gelo de 610 metros para proteger navios aliados dos submarinos alemães

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Imagem ilustrativa do Habacuque
Imagem ilustrativa do Habacuque • Reprodução

Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido estudou uma proposta inusitada para enfrentar os submarinos alemães que atacavam embarcações aliadas no oceano Atlântico: construir um gigantesco porta-aviões feito de gelo.

Batizado de Projeto Habakkuk, o plano previa a construção de uma estrutura com aproximadamente 610 metros de comprimento e 90 metros de largura. A ideia era criar uma base aérea flutuante capaz de operar em regiões do Atlântico onde os aviões aliados ainda tinham dificuldades para oferecer cobertura aos navios.

A proposta foi idealizada pelo pesquisador britânico Geoffrey Pyke. Para viabilizar a construção, os pesquisadores desenvolveram um material chamado pykrete, composto por água congelada e polpa de madeira. A mistura apresentava maior resistência do que o gelo convencional.

O projeto também previa sistemas de isolamento e refrigeração para evitar o derretimento da estrutura. A intenção era utilizar o porta-aviões para ampliar a proteção dos comboios aliados, responsáveis pelo transporte de alimentos, combustível e equipamentos militares para a Europa.

Protótipo chegou a ser construído no Canadá

As pesquisas avançaram até a construção de um protótipo em 1943, no lago Patricia, próximo à cidade de Jasper, na província canadense de Alberta.

A estrutura experimental tinha aproximadamente 18 metros de comprimento, nove metros de largura e pesava cerca de mil toneladas. O teste demonstrou que uma plataforma construída com o material poderia permanecer flutuando na água.

Apesar dos resultados, a construção de um porta-aviões em tamanho real enfrentava obstáculos. A produção do pykrete exigiria grandes quantidades de polpa de madeira, enquanto os sistemas de refrigeração aumentariam os custos e a complexidade da operação.

Além disso, os avanços tecnológicos durante a guerra, como o desenvolvimento de radares, aviões com maior autonomia e melhorias na proteção oferecida por navios de escolta, reduziram a necessidade de uma estrutura daquele porte.

O Projeto Habakkuk nunca chegou a se transformar em uma embarcação operacional e acabou abandonado.

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