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Ela tem 108 anos, ainda dirige, treina três vezes por semana e já renovou sua carteira de habilitação até os 115

Susan Young Browne, aos 108 anos, dirige e exercita-se 3x por semana. Saiba como ela mantém autonomia plena renovando carteira até 2033

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Aos 108 anos, Susan Young Browne renovou a carteira de motorista até os 115 e treina três vezes por semana • Reprodução CBS

Todas as manhãs, antes mesmo de sair de casa, Susan Young Browne repete a mesma sequência de movimentos que pratica há duas décadas. Aos 108 anos, ela mantém uma rotina de exercícios matutinos e frequenta aulas grupais três vezes por semana no Modern Maturity Center, em Dover, Delaware.

A independência de Browne vai além da atividade física. Ela dirige seu próprio carro pela cidade e acaba de renovar a carteira de motorista com validade até 2033, quando completará 115 anos. O município reconheceu sua autonomia ao reservar uma vaga de estacionamento exclusiva para condutores centenários, permitindo que ela se desloque sem depender de familiares ou amigos.

A rotina de exercícios que sustenta a autonomia aos 108 anos

No Modern Maturity Center, Browne é figura conhecida e respeitada. "Quando me levanto por a manhã, faço uma rotina de exercícios que pratico desde há 20 anos", ela explica.

Essa disciplina se estende às aulas coletivas, onde costuma ser a pessoa de maior idade do grupo. Em uma ocasião, os demais participantes a aplauderam e a reconheceram como "o centro de atenção" da turma.

A prática física regular combina movimentos matutinos em casa com sessões supervisionadas no centro comunitário. Esse equilíbrio entre constância e variedade ajuda a preservar força muscular e equilíbrio.

Da educação segregada ao magistério: a trajetória de superação

Susan Young Browne nasceu em 24 de abril de 1918, em Lincoln, Delaware. Foi a décima de doze filhos de George e Susie Brown, que criaram a família em uma granja de 40 acres entre Houston e Milford.

A propriedade não tinha eletricidade nem água encanada. Browne frequentou uma escola segregada que funcionava em sala única, localizada a cerca de oito quilômetros de distância.

Desde jovem, tinha clareza sobre seu objetivo profissional: estudar e tornar-se professora. Depois de casar com James Young e formar família, levou sete anos para completar a graduação.

Em 1945, recebeu o diploma de licenciatura em Educação Primária no então State College for Colored Students, hoje Universidade Estatal de Delaware.

Três décadas dedicadas ao ensino em escolas de Milford

A carreira docente de Browne começou em 1945, com posições na Ellendale Elementary School e na John Wesley Elementary School, ambas em Milford.

Com o fim da educação segregada em 1965, ela foi transferida para a Fairview Elementary. Ali permaneceu até a aposentadoria em 1977, somando cerca de três décadas dedicadas à sala de aula.

Essa trajetória profissional atravessou mudanças sociais profundas no sistema educacional americano, marcando gerações de estudantes.

O reconhecimento público aos 108 anos

A celebração dos 108 anos de Browne reuniu mais de 130 pessoas em 2 de maio no Harvest House, salão da igreja metodista Whatcoat em Dover.

O intendente Robin R. Christensen a identificou como a residente viva de maior idade da cidade. Os comissários Terry Pepper e Joanne Masten a distinguiram por ser "um elo vivo entre gerações".

O governador Matt Meyer compareceu à cerimônia acompanhado de seu filho Levi. O evento consolidou o lugar de Browne como símbolo comunitário de longevidade e vitalidade.

Como a autonomia se mantém através da mobilidade própria

A renovação da carteira de motorista até 2033 representa mais que um documento legal. Simboliza a manutenção da independência e da capacidade de tomar decisões sobre os próprios deslocamentos.

O espaço de estacionamento reservado pelo município facilita o acesso aos locais que Browne frequenta regularmente. Essa infraestrutura de apoio reconhece e viabiliza a autonomia de condutores centenários.

Dirigir o próprio veículo permite que ela mantenha conexões sociais, participe de atividades comunitárias e preserve rotinas estabelecidas ao longo de décadas. A mobilidade independente se conecta diretamente à qualidade de vida.

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