Qual é a diferença entre CE e C da calculadora e como usar cada botão
Entenda qual a diferença entre CE e C na calculadora, quando usar cada botão e descubra curiosidades sobre a história do cálculo.

Talvez você já tenha apertado o CE ou o C da calculadora como se fossem a mesma coisa. Essa dúvida assombrou gerações inteiras que recorriam à calculadora eletrônica antes da era dos celulares.
Apesar de os dois botões terem funções parecidas, eles não fazem exatamente a mesma coisa. Saber essa diferença não apenas poupa alguns cliques, mas também evita ter que refazer contas inteiras por engano.
CE apaga só a última entrada digitada
CE significa "Clear Entry", que pode ser traduzido como "limpar entrada" ou "cancelar registro". Esse botão apaga somente o número que está aparecendo no visor naquele momento.
Ele não interfere no restante da conta nem nas operações que você já fez. Assim, dá para corrigir um número digitado por engano e continuar o cálculo normalmente.
Exemplo prático: imagine que você queira calcular 38 + 24, mas digitou 38 + 42 sem querer. Basta apertar CE para apagar o 42, digitar 24 e seguir com a conta sem perder o 38 inicial.
C limpa toda a operação e começa do zero
Já o botão C vem de "Clear", que significa simplesmente "limpar" em inglês. Esse botão é mais radical que o CE.
Ele apaga toda a operação ou o cálculo parcial que estava sendo feito. Ao apertar C, o visor é zerado e a calculadora esquece os números anteriores daquela conta.
Se você estiver no meio de uma operação matemática, será preciso começar tudo novamente. Exemplo: se você estiver fazendo 38 + 24 + 13 + 22 e apertar C sem querer, toda a operação desaparece e você terá que digitar tudo outra vez.
Resumo: quando usar cada botão
A diferença entre os dois botões pode ser resumida de forma simples:
CE apaga apenas o último número digitado no visor, mantendo o restante da operação intacta.
C apaga toda a operação em andamento e reinicia a calculadora do zero.
Conhecer essa distinção torna o uso da calculadora mais eficiente e evita retrabalho desnecessário.
A história dos cálculos antes da calculadora eletrônica
Hoje uma calculadora cabe na palma da mão ou no celular. Mas a história dos cálculos mecânicos é bem mais antiga.
Em 1642, o francês Blaise Pascal criou a "pascalina", uma grande máquina cheia de engrenagens que ficava apoiada sobre uma mesa. Ela fazia apenas somas e subtrações, mas foi uma verdadeira novidade para a época.
Pascal tinha entre 19 e 21 anos quando construiu o aparelho. A intenção era ajudar o pai dele, Étienne, um matemático conhecido na França.
Do ábaco à pascalina: a evolução do cálculo
A pascalina tinha como antecessor o ábaco, instrumento criado entre 3 mil e 4 mil anos atrás na Ásia. O ábaco permite realizar cálculos movimentando contas ou sementes secas sobre varetas paralelas.
A máquina de Pascal era um aparelho mecânico com seis rodas dentadas. Cada roda tinha algarismos de 0 a 9, e o conjunto era capaz de somar três parcelas de uma vez, chegando a 999.999.
Essa evolução mostra como a necessidade de calcular com precisão e rapidez sempre moveu a criação de novas ferramentas, até chegarmos às calculadoras eletrônicas modernas.
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