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Dez truques japoneses para ganhar espaço em casa sem fazer reformas

Técnicas simples de organização aproveitam áreas esquecidas e ajudam a deixar cozinhas, quartos, banheiros e outros ambientes mais funcionais

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Uma casa pequena não precisa necessariamente parecer apertada. Muitas vezes, o problema não está na quantidade de metros quadrados, mas na forma como o espaço disponível é utilizado. Essa é uma das ideias por trás de alguns hábitos de organização desenvolvidos no Japão, onde apartamentos compactos levaram à criação de soluções para aproveitar praticamente cada canto do imóvel.

A necessidade de viver bem em espaços reduzidos contribuiu para o desenvolvimento de sistemas de organização, móveis e hábitos que hoje também são adotados em outros países.

Muitas das sugestões podem ser colocadas em prática sem reformas e com pouco investimento. Confira dez dicas divulgadas pelo site argentino Infobae:

1) Aproveite o espaço embaixo dos armários da cozinha

A parte inferior dos armários da cozinha costuma ficar vazia. Uma maneira de aproveitar esse espaço é instalar ganchos para pendurar canecas, utensílios e panos de prato usados com frequência.

A ideia é simples: aquilo que é utilizado diariamente não precisa necessariamente ficar escondido dentro de gavetas ou armários. Além de facilitar o acesso, a solução ajuda a liberar espaço interno nos móveis.

2) Use sacos a vácuo para roupas e roupas de cama

Roupas de inverno, cobertores e outros itens volumosos podem ocupar boa parte do armário. Os sacos a vácuo ajudam a reduzir consideravelmente o volume desses objetos.

O conteúdo é colocado dentro do saco, que é fechado e conectado a um aspirador para retirar o ar. Segundo a reportagem, alguns fabricantes indicam uma redução de até 75% no espaço ocupado.

É importante, porém, guardar apenas peças completamente secas. A matéria também recomenda evitar esse método para tecidos delicados, couro e peças com estrutura rígida.

3) Armazenamento embaixo da cama

A área embaixo da cama é outro espaço que costuma ser desperdiçado. Caixas ou gavetas baixas com rodinhas podem ser usadas para guardar roupas de outras estações, lençóis, livros e calçados que não são utilizados diariamente.

Antes de comprar qualquer organizador, é importante medir a altura disponível sob a cama. Dessa forma, evita-se adquirir uma peça que não consiga ser encaixada no espaço.

4) Use a parte interna das portas

As portas também podem funcionar como áreas de armazenamento. Organizadores com bolsos podem ser instalados na parte interna de portas de quartos, banheiros, cozinhas e armários.

No quarto, o espaço pode receber acessórios e pequenos objetos. No banheiro, pode acomodar produtos de higiene. Na cozinha, pode servir para guardar temperos e outros itens.

A vantagem é que o organizador não ocupa espaço no piso e permanece escondido quando a porta está fechada.

5) Organize a entrada da casa como um 'genkan'

O genkan é uma área tradicional das casas japonesas que funciona como uma transição entre o lado de fora e o interior da residência. É nesse espaço que os moradores deixam os calçados antes de entrar.

Mesmo em apartamentos que não possuem uma área desse tipo, a ideia pode ser adaptada. Um móvel estreito para os sapatos, uma bandeja para chaves e uma regra simples ajudam a evitar o acúmulo de objetos na entrada.

Uma das sugestões apresentadas é deixar fora do móvel apenas um par de sapatos ou um agasalho por pessoa. O restante deve ser guardado.

6) Deixe as superfícies do banheiro livres

O banheiro costuma concentrar muitos objetos em um espaço pequeno. Uma alternativa é retirar produtos das superfícies horizontais e utilizar suportes presos à parede.

Sabonete, shampoo, condicionador, esponjas e outros itens podem ficar suspensos, deixando a pia, o box e outras áreas livres.

Além de liberar espaço, a medida facilita a limpeza, já que não é necessário retirar diversos objetos antes de passar um pano nas superfícies.

7) Aproveite o espaço acima da máquina de lavar

A área acima da máquina de lavar também pode ganhar uma nova função. Uma estrutura com prateleiras e pernas próprias pode ser colocada ao redor do eletrodoméstico, aproveitando o espaço vertical sem precisar furar paredes.

O sistema permite organizar produtos como sabão e amaciante, além de outros objetos relacionados à lavanderia. Antes da compra, é necessário medir a largura, a profundidade e a altura disponível.

8) Use caixas iguais no armário

Misturar sacolas, caixas de tamanhos diferentes e objetos espalhados pode fazer um armário parecer ainda mais cheio. Uma alternativa é adotar caixas com tamanho, cor e material semelhantes.

A chamada uniformidade dos recipientes reduz o que a reportagem descreve como "ruído visual". Mesmo que os objetos guardados dentro das caixas sejam diferentes, a aparência externa mais organizada transmite uma sensação de ordem.

Caixas semitransparentes também podem facilitar a localização dos objetos sem que seja necessário abrir cada recipiente.

9) Faça a troca das roupas conforme a estação

Outra estratégia é não manter no armário todas as roupas disponíveis durante o ano inteiro. Duas vezes por ano, as peças que não pertencem à estação atual podem ser retiradas e armazenadas.

Com isso, o armário passa a concentrar principalmente as roupas que podem ser utilizadas naquele momento. Segundo a reportagem, essa prática pode reduzir entre 40% e 50% a quantidade de peças visíveis no armário.

Roupas volumosas podem ser armazenadas em sacos a vácuo, enquanto peças mais leves podem ser colocadas em caixas empilháveis.

10) Reserve cinco minutos para reorganizar a casa

A última sugestão não envolve nenhum móvel ou objeto. É um hábito diário chamado de "reset noturno": reservar cerca de cinco minutos antes de dormir para devolver cada coisa ao seu lugar.

Chaves voltam para a bandeja da entrada, sapatos vão para o armário, objetos espalhados são guardados e roupas são colocadas no local adequado.

A reportagem relaciona essa prática ao conceito japonês de Osoji, que pode ser traduzido como "grande limpeza" ou "limpeza consciente". No cotidiano, a proposta não é fazer uma faxina completa todas as noites, mas evitar que pequenos acúmulos de desordem cresçam ao longo dos dias.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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