Como os algoritmos das redes sociais afetam o cérebro de crianças e adolescentes
Especialistas alertam que a exposição excessiva pode prejudicar autoestima, atenção e saúde mental

O uso das redes sociais já faz parte da rotina de milhões de crianças e adolescentes, mas especialistas alertam que os conteúdos escolhidos pelos algoritmos dessas plataformas têm impacto direto na autoestima e no desenvolvimento emocional dos mais jovens.
Outro ponto levantado pelos especialistas é a gratificação imediata. Cada curtida ou interação funciona como recompensa, estimulando o cérebro a buscar novos estímulos. "O prazer acessível, imediato e intenso é o principal anzuelo que sustenta o consumo constante de redes , afirmou Luccisano. Esse mecanismo dificulta a autorregulação emocional e atrapalha a capacidade de concentração e aprendizado.
Para reduzir os riscos, os médicos recomendam atrasar ao máximo o contato de crianças pequenas com celulares, limitar o tempo de uso e criar "higiene digital" em casa, com espaços livres de telas. Também é importante conversar sobre o que os jovens consomem e estimular a autonomia emocional. Como conclui Luccisano, "a autonomia emocional não é algo que se compre nem aparece de maneira espontânea: é um processo que se inicia na infância e se constrói pouco a pouco".
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



