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Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos escondida sob escola em Roma

Após encontrarem estruturas misteriosas nos subterrâneos do colégio, estudantes alertaram professores e ajudaram arqueólogos a revelar uma antiga residência da elite romana

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Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos escondida sob escola em Roma
Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos escondida sob escola em Roma • Divulgação/Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma

Uma descoberta surpreendente transformou uma antiga lenda estudantil em realidade na capital italiana. Alunos do Liceo Científico Cavour, em Roma, ajudaram a revelar uma casa romana de cerca de 1.800 anos que estava escondida sob o prédio da escola, localizada a poucos minutos do Coliseu.

Durante anos, estudantes comentavam sobre a existência de estruturas misteriosas nos subterrâneos do colégio, especialmente sob o ginásio. A curiosidade levou alguns jovens a explorarem áreas pouco acessíveis do prédio, onde encontraram arcos e tijolos antigos diferentes das demais construções.

Após comunicarem a descoberta aos professores, a direção acionou arqueólogos para investigar o local. As escavações confirmaram a presença de uma antiga domus, residência típica das famílias mais ricas da Roma Antiga.

Segundo os especialistas, a construção faz parte de uma área historicamente ocupada pela elite romana. Por isso, não se descarta que figuras importantes da história de Roma tenham circulado pela região há quase dois mil anos.

O edifício onde funciona atualmente a escola foi construído por missionários católicos no século XIX. Até então, não havia registro oficial da existência de estruturas romanas sob o terreno.

Batizada de “Domus Liceo Cavour”, a residência passou a ser estudada por arqueólogos no início deste ano. A descoberta ganhou repercussão após ser apresentada publicamente pela professora Claudia Marino e pelo arqueólogo Filippo Coarelli, da Universidade de Perugia.

As investigações revelaram afrescos decorativos, mosaicos de alto padrão e outros elementos característicos das residências luxuosas da época. Os pesquisadores acreditam que a propriedade possa ter pertencido à família Umbrius, embora ainda haja poucas informações sobre seus antigos moradores.

Além dos vestígios romanos, os arqueólogos encontraram grafites deixados por estudantes e visitantes que acessaram os túneis ao longo do século XX, evidenciando que o local era conhecido informalmente por gerações de jovens.

Apenas uma parte da estrutura foi explorada até o momento. Diante da relevância histórica da descoberta, a escola pretende ampliar as pesquisas e criar visitas guiadas com participação dos próprios estudantes.

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