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A psicologia afirma: pessoas que não tingem os cabelos grisalhos têm essa característica

Teorias da psicologia podem explicar porque cada vez mais pessoas deixam de tingir os cabelos

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Mulher loira de meia-idade sorri enquanto recebe cuidados no cabelo. Uma pessoa ao lado segura uma mecha de seus cabelos e borrifa um produto com um frasco spray transparente. A mulher usa uma capa de salão prateada, e o ambiente tem uma parede de tijolos desfocada ao fundo, sugerindo um salão de beleza ou espaço de cuidados pessoais.
Um número crescente de adultos está abandonando as tinturas • Freepik

Durante décadas, os cabelos grisalhos carregaram uma mensagem social. Muitas pessoas foram ensinadas a vê-los como algo a ser escondido, corrigido ou revertido. No entanto, um número crescente de adultos está fazendo uma escolha diferente: abandonando as tinturas e permitindo que seus cabelos grisalhos cresçam naturalmente.

Para algumas pessoas, isso pode parecer surpreendente. Outras podem presumir que seja um sinal de que alguém já não se importa com a própria aparência. Mas a psicologia sugere algo muito diferente.

Para muitas pessoas, essa decisão tem pouco a ver com preguiça ou resignação. Em vez disso, ela frequentemente reflete uma mudança de prioridades, identidade e auto aceitação.

A Teoria da Autodeterminação

Uma das explicações mais fortes vem da Teoria da Autodeterminação, desenvolvida pelos psicólogos Edward Deci e Richard Ryan. A teoria sugere que as pessoas prosperam psicologicamente quando três necessidades são atendidas:

  • Autonomia;
  • Competência;
  • Relacionamento ou conexão social.

A autonomia é especialmente importante nesse contexto.

Autonomia significa tomar decisões com base em valores pessoais, e não em pressões externas. Para muitos adultos, escolher não tingir os cabelos grisalhos torna-se um ato de autodeterminação. Em vez de perguntar: “O que os outros vão pensar?”, passam a perguntar: “O que faz sentido para mim?”.

Outra explicação vem da Teoria do Autoconceito, associada ao psicólogo Carl Rogers. A teoria sugere que o bem-estar psicológico melhora quando existe alinhamento entre quem a pessoa é e a forma como ela se apresenta ao mundo. Rogers chamou isso de congruência.

Por sua vez, segundo a Teoria da Seletividade Socioemocional, à medida que as pessoas envelhecem, suas prioridades tendem a mudar. Em vez de buscar validação externa, elas passam a se concentrar em experiências emocionalmente significativas, por exemplo.

Assim, para muitas pessoas, escolher não tingir os cabelos grisalhos não é um ato de desistência. É uma decisão sobre o que realmente importa. O que a psicologia sugere de forma consistente é que o bem-estar psicológico tende a crescer quando as decisões são guiadas por valores pessoais, e não pela pressão social.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.