Uso de atestados médicos gera desconfiança e impacto operacional em empresas
Em Varginha, Presidente da Abrasel e ACIV manifestou preocupação ao prefeito sobre o uso indiscriminado de atestados, que afeta a produtividade e sobrecarrega unidades de saúde.

O volume de atestados médicos entregues por funcionários está gerando preocupação e impacto operacional nos setores de bares e restaurantes, além de causar desconfiança entre os empresários.
Preocupação em Varginha
Em Varginha, André Yuki, presidente da Abrasel no Sul de Minas, SEHAV e ACIV, reforçou sua preocupação com o prefeito Leonardo Ciacci sobre o uso indiscriminado de atestados para justificar ausências.
Yuki destacou que a prática compromete a produtividade e tem lotado as unidades de saúde, dificultando o atendimento de quem realmente precisa. Ele citou exemplos de cidades como Passos e Chapecó (SC) que modernizaram a emissão de atestados por meio de legislação específica.
O presidente da Abrasel afirmou que o prefeito Ciacci se comprometeu a analisar a proposta junto ao vice-prefeito e secretário municipal de Saúde interino, Antônio Silva, e à diretora da UPA, Pâmela Pereira Cândido.
Segundo Yuki, a preocupação é ampla, afetando também os setores do varejo e da indústria local. "Acreditamos que essa mudança trará benefícios tanto para os profissionais de saúde quanto para toda a comunidade", enfatizou.
Para lidar com a suspeita de irregularidade, 59% dos empresários verificam o registro do profissional no CRM. Quando há comprovação, 43% informam recorrer à demissão por justa causa, e 27% aplicam advertências por escrito.
Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.



