Sul de MG tem casos na Lista Suja e Minas lidera ranking nacional
Com autuações em Cássia, Conceição da Aparecida e Passos, o Sul do estado integra a lista do Ministério do Trabalho, que traz 19 registros em Minas Gerais.

Propriedades rurais do Sul de Minas, nos municípios de Cássia, Conceição da Aparecida e Passos, figuram na nova atualização da "Lista Suja" do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Os casos na região somam-se às ocorrências que colocaram Minas Gerais no topo do ranking nacional de novas inclusões, com 19 registros no estado.
O balanço oficial, publicado nesta terça-feira, 6 de outubro, incluiu 82 novos empregadores em todo o país, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas. Além de Minas Gerais, aparecem em destaque os estados da Bahia, com oito casos, e Amazonas e Maranhão, com seis ocorrências cada. As fiscalizações que resultaram nas autuações foram concluídas entre 2024 e 2026.
No cenário nacional, as atividades econômicas com maior número de inclusões foram a criação de bovinos para corte, os serviços domésticos, a produção de carvão vegetal, o cultivo de café e a construção de edifícios. As novas autuações envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições degradantes em 21 unidades da Federação.
Os nomes cadastrados permanecem públicos por dois anos, prazo que motivou a retirada de 151 empregadores nesta edição. A inclusão no cadastro ocorre apenas após a conclusão de processo administrativo com decisão irrecorrível, assegurando o direito de defesa aos autuados.
A divulgação do cadastro é semestral e busca dar transparência às operações de combate ao trabalho análogo à escravidão promovidas por auditores-fiscais do trabalho e forças policiais. Denúncias podem ser enviadas de forma sigilosa pelo Sistema Ipê, integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas.
Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.



