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Prefeitura de Varginha cobra do Estado ações contra superlotação na saúde

Prefeito Leonardo Ciacci se reúne em Belo Horizonte para pedir abertura de leitos após registrar sobrecarga em hospitais.

O gargalo atinge a UPA e o Hospital Bom Pastor, que enfrentam alta demanda devido ao avanço de doenças respiratórias. • Google Street View/Imagem Ilustrativa

A Secretaria Municipal de Saúde de Varginha (SEMUS) emitiu uma nota oficial para esclarecer a superlotação na rede de urgência e emergência da cidade. O problema atinge diretamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital Bom Pastor, gerando atrasos em internações e suspensão temporária de cirurgias mais complexas.

Nesta segunda-feira (13), o prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci, viajou a Belo Horizonte para se reunir com a equipe do governador mineiro, Mateus Simões. O objetivo do encontro político é apresentar a gravidade da situação local e solicitar apoio financeiro e administrativo para a ampliação de leitos clínicos e de terapia intensiva.

Segundo a pasta de saúde, o cenário de superlotação é provocado pelo aumento repentino de doenças respiratórias, alta ocupação geral dos leitos regionais e pelo modelo de transferência do sistema estadual. Desde maio de 2026, o remanejamento de pacientes é gerido apenas pelo Estado via sistema CORE Saúde/MG, reduzindo a autonomia do município na distribuição de vagas.

Outro fator que pressiona a rede é o aumento de casos classificados como "Vaga Zero" pelo SAMU, onde pacientes em risco de morte são internados de forma imediata. Em resposta, o município realizou contratações de emergência para as equipes das unidades e colocou em atividade, no último dia 7 de julho, uma nova equipe do Programa de Atenção Domiciliar para acelerar altas médicas e desocupar leitos.