Pesquisa da UFLA reduz fungos e toxinas na silagem de milho
Estudo desenvolvido em Lavras utiliza bactérias mineiras para melhorar conservação do alimento animal e garantir a segurança de produtos como o leite.

Uma pesquisa conduzida na Universidade Federal de Lavras (UFLA) traz um alerta importante para o produtor rural: a deterioração da silagem de milho por fungos pode comprometer a saúde animal e a qualidade dos alimentos. O estudo, liderado pela pesquisadora Carla Ávila, avalia alternativas para reduzir substâncias tóxicas, conhecidas como micotoxinas, que surgem quando o alimento entra em contato com o ar.
A silagem é fundamental para a produção de leite e carne, mas sua conservação depende da ausência total de oxigênio. Segundo a pesquisadora, quando ocorre falha na vedação ou na abertura do silo, fungos indesejados se desenvolvem. “Esses fungos produzem micotoxinas que prejudicam os animais e podem chegar aos alimentos de origem animal”, explica Ávila.
O estudo conta com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e gestão da FUNDECC. Ao unir ciência e campo, a iniciativa busca aumentar a sustentabilidade da produção agropecuária e garantir alimentos mais seguros na mesa da população.
Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.



