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Minas Gerais atinge a marca de 1,8 milhão de MEIs ativos

Estudo aponta o estado como o segundo maior em registros no país e detalha a força do comércio e serviços no Sul de Minas.

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O levantamento alerta ainda que apenas trinta e oito por cento dos trabalhadores conseguem manter as contribuições previdenciárias em dia. • Prefeitura de Varginha/Imagem Ilustrativa

Minas Gerais consolidou-se como o segundo estado brasileiro com o maior número absoluto de Microempreendedores Individuais (MEIs) ativos. Um levantamento detalhado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência da Fecomércio MG, utilizando dados oficiais até junho de 2026, revelou que o território mineiro reúne exatamente 1.852.470 profissionais formalizados neste regime. O indicador aponta que existem 86,6 microempreendedores para cada grupo de mil habitantes no estado.

A força do programa se distribui por todos os 853 municípios mineiros. Na região do Sul de Minas, polos econômicos apresentam números expressivos de trabalhadores regularizados. Poços de Caldas lidera o bloco regional com 18.147 registros ativos, seguida de perto por Pouso Alegre, que contabiliza 15.019 empreendedores, e por Varginha, que soma 13.903 trabalhadores formais em seu território. No plano estadual, a liderança pertence a Belo Horizonte, com mais de 296 mil cadastros.

A maior parte dos pequenos negócios mineiros está concentrada no setor terciário da economia. O segmento de serviços responde por 54,4% das inscrições e o comércio por 23,7%. O perfil geral aponta predominância masculina, com 56% das vagas, enquanto as mulheres ocupam 44%. Em relação à faixa etária, a maior fatia produtiva pertence aos empreendedores com idades entre 31 e 40 anos, somando 27,8% do total mapeado.

Apesar do avanço contínuo do programa, o economista da Fecomércio MG, Henrique Braga, pondera sobre os desafios de manutenção desse modelo no mercado. "O fortalecimento do MEI passa pela educação empreendedora. Quanto maior o acesso à informação, gestão financeira e inovação, maiores são as chances de crescimento desses negócios", avalia o especialista. O levantamento constatou que um dos principais gargalos atuais é o fato de que apenas 38% dos microempreendedores mantêm o pagamento das contribuições previdenciárias rigorosamente em dia.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.