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Pesquisa da UFLA desenvolve sistemas de IA sustentável aplicados à saúde, agricultura e energia

Projeto “Desenvolvimento de Sistemas de Reconhecimento de Padrões com Baixa Complexidade Computacional” é coordenado pelo professor Danton Diego Ferreira.

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Outro produto em destaque é o CARPeDia, aplicativo voltado à prevenção do pé diabético.
Pesquisa avança em quatro frentes estratégicas: saúde pública, agricultura, energia e indústria, com prioridade para a área da saúde. • Divulgação/Fundecc

Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) está avançando no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial com baixa complexidade computacional, capazes de operar com baixo consumo de energia e em celulares. A iniciativa busca tornar a tecnologia mais acessível e aplicável a problemas reais da população, em especial na área da saúde.

Um dos resultados mais promissores é um sistema de IA que analisa imagens de raio-x de pulmão, capturadas com um celular, para apoiar a triagem de tuberculose ativa. A doença registrou cerca de 80 mil novos casos no Brasil em 2023.

A equipe também criou o CARPeDia, um aplicativo para prevenção do pé diabético, condição grave que levou a mais de 11 mil amputações no SUS no mesmo ano. A validação científica, coordenada pela Dra. Ana Cláudia Barbosa Honório Ferreira, da UniLavras, mostrou alta eficiência. “O aplicativo facilita muito o trabalho do enfermeiro da atenção básica, porque identifica quem está em maior risco e permite priorizar o atendimento”, explica a Dra. Ana Cláudia.

Nas outras áreas, a UFLA desenvolve um modelo de IA que identifica doenças e pragas no cafezal por meio de fotos de smartphone, em parceria com EPAMIG e Embrapa. Há também uma solução que identifica falhas em linhas de transmissão elétrica, indicando o quilômetro exato do problema, que será testada em colaboração com uma universidade nos Estados Unidos.

O projeto reúne parcerias com grandes instituições nacionais e internacionais e integra o Centro de Inovações em Automação e Inteligência Artificial (AIA/UFLA). “A inteligência artificial está, finalmente, chegando onde faz diferença concreta – da triagem de doenças ao manejo do café. É assim que a pesquisa cumpre seu papel: melhorando a vida das pessoas”, conclui o professor Ferreira.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.

 

 

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