Granizo atinge mais de 10 mil hectares de lavouras no Sul de Minas
O relatório da Emater-MG contabiliza prejuízos para 1.066 produtores em cinco municípios, com danos concentrados na cafeicultura.

A Emater-MG finalizou o levantamento detalhado das perdas provocadas pelas tempestades de granizo que atingiram o Sul de Minas. O fenômeno climático aconteceu entre os dias 30 de maio e 1º de junho, afetando diretamente as áreas rurais dos municípios de Boa Esperança, Campos Gerais, Campo do Meio, Paraguaçu e Ilicínea. No total, a área danificada somou 10.216 hectares, prejudicando o planejamento de 1.066 produtores locais.
O setor cafeeiro foi o principal prejudicado pelo granizo, respondendo por 10.035 hectares da área total atingida pelo mapeamento. O documento técnico aponta que 4.411 hectares de café sofreram estragos considerados graves, enquanto 2.397 hectares tiveram danos moderados e outros 3.227 hectares registraram perdas consideradas leves. Ao todo, 900 cafeicultores da região contabilizaram algum prejuízo financeiro ou produtivo na lavoura.
Além do café, as tempestades comprometeram o desenvolvimento de outras produções agrícolas tradicionais mantidas pelos produtores da região. O balanço do órgão de extensão rural aponta a perda de 150 hectares de grãos diversos, 25 hectares voltados ao plantio de olerícolas, cinco hectares de frutas variadas e um hectare destinado ao cultivo de citros.
O município de Boa Esperança lidera os indicadores de prejuízos estruturais na região, registrando 205 agricultores impactados e 5.438 hectares castigados pelo temporal. Na sequência do levantamento geral por localidades, os técnicos notificaram o impacto das chuvas em 407 propriedades agrícolas situadas em Campo do Meio, 160 produtores afetados em Paraguaçu, 152 em Ilicínea e 142 no município de Campos Gerais.
Como desdobramento das vistorias, as equipes de engenharia agronômica prestam assistência aos atingidos para evitar práticas incorretas de manejo no solo. "A Emater-MG se solidariza com todos os produtores afetados. Orientamos os agricultores que não se precipitem nesse momento e busquem ajuda de um técnico para evitar medidas prejudiciais na parte agronômica", explica o coordenador estadual de Cafeicultura da instituição, Sérgio Brás Regina.
Para reduzir os impactos financeiros, a diretoria do órgão iniciou contatos formais com bancos e cooperativas de crédito para formalizar as perdas estruturais do setor. “A Emater-MG juntamente com o Governo de Minas e a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, está a campo e mobilizada para ajudar os produtores. Além do levantamento das perdas, estamos comunicando os agentes financeiros do fato e o corpo agronômico está orientando os produtores”, diz o diretor presidente da Emater-MG, Cláudio Bortoloni.
Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.
