Família de Joice Batiston suspeita de agressão e cobra respostas
Família de Joice Batiston contesta hipótese de atropelamento; celular desapareceu e motorista de aplicativo foi banido.

A investigação sobre a morte de Joice Batiston, de 27 anos, ganhou novos elementos após declarações de seus familiares. A jovem faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após ser resgatada com múltiplos ferimentos na última sexta-feira (19), em Varginha. Ela havia saído para assistir a um jogo de futebol com amigos, pegou um veículo de aplicativo e não chegou ao destino. A Polícia Civil instaurou um inquérito e não descarta nenhuma linha de apuração.
Em entrevista à Rádio Itatiaia Sul de Minas, a irmã da vítima, Josilene Batiston, e o cunhado, Lucas Azola Cesarino, afirmaram acreditar que a jovem possa ter sido vítima de agressão e não de um atropelamento. O casal relatou que o corpo apresentava lesões concentradas no rosto e as roupas estavam rasgadas.
“O dia que a gente foi reconhecer o corpo, a gente percebeu que o rosto dela estava muito machucado, onde tinha apenas escoriações na região do joelho e apenas alguns ralados também na região da mão. Porque a gente acredita que se fosse o atropelamento, ela teria quebrado um braço, quebrado uma perna, mas a gente não sabe se alguma coisa machucada por dentro do corpo dela, porque até o momento não saiu o laudo pericial”, declararam. O exame pericial definitivo deve ser concluído pelas autoridades em até 90 dias.
Outro ponto destacado pela família é o sumiço do celular de Joice. Os parentes formalizaram uma denúncia e, após o contato, a plataforma de transporte baniu o motorista parceiro. De acordo com o cunhado, mensagens enviadas para o número da vítima recebiam confirmação de entrega até o sábado (20) do velório, mas depois passaram a mostrar apenas um traço de envio.
A família pede celeridade na identificação dos responsáveis. Josilene relembrou o perfil da irmã, definindo-a como uma pessoa doce, trabalhadora e muito ligada aos familiares. “A gente da família quer apenas justiça, que a justiça seja feita e que esse covarde seja pego. A gente só quer justiça, que ele seja pego, que ele seja preso, para a gente poder ter um pouco de paz, porque não vai trazer minha mãe de volta, mas que a gente vai ter um pouco de paz, a gente vai”, desabafou a irmã.
Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.



