Estudo da UNIFAL alerta para risco de câncer em militares de Minas Gerais
Pesquisa pioneira identifica que 100% dos bombeiros em campo estão expostos a níveis de substâncias tóxicas acima dos limites recomendados, o que pode causar danos ao DNA.

Uma pesquisa inédita realizada pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) revelou que bombeiros militares de Belo Horizonte estão expostos a níveis elevados de substâncias cancerígenas durante o combate a incêndios florestais. O estudo identificou a presença de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), compostos químicos resultantes da queima de vegetação e madeira que afetam os sistemas nervoso e respiratório.
Rafael Silva destaca que a atividade de bombeiro já é classificada como carcinogênica, mas faltavam dados quantitativos no país. “Proteger a saúde de quem nos salva é um dever da sociedade. Além disso, com o aumento dos incêndios florestais associado às mudanças climáticas, esse tema se torna cada vez mais crucial”, afirma o autor da pesquisa.
O projeto contou com a participação de 145 bombeiros e teve apoio do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e da USP de Ribeirão Preto. Os próximos passos incluem o acompanhamento da saúde desses profissionais a longo prazo e o teste de novas proteções respiratórias. O objetivo final é fornecer base científica para a criação de políticas públicas de saúde ocupacional na corporação.
Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.



