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Cientistas pedem à Anvisa regras mais simples para pesquisa com cannabis

Grupo de 58 pesquisadores defende que normas atuais travam o avanço da ciência nacional e aumentam a dependência de tecnologias estrangeiras.

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Eles acreditam que o Brasil tem tudo para ser referência no setor, desde que as regras ajudem, e não atrapalhem, a inovação.
Especialistas da UFLA e de diversas outras instituições federais assinam o documento. • Pixabay/Imagem Ilustrativa

Um coletivo formado por 58 pesquisadores de diversas regiões do Brasil enviou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um documento com propostas para modernizar as regras de cultivo da Cannabis sativa. O foco da iniciativa é o uso científico e terapêutico, buscando adaptar as normas à realidade dos laboratórios brasileiros.

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) é uma das vozes à frente do movimento. Por meio de seu Centro Biotecnológico de Plantas Psicoativas, a instituição defende que o debate regulatório precisa ser pautado por evidências científicas recentes e não apenas por burocracias administrativas.

A professora Vanessa Cristina Stein, coordenadora na UFLA, alerta que o excesso de restrições pode isolar o Brasil. Segundo ela, o país corre o risco de perder soberania científica e de ficar para trás na formação de profissionais qualificados, tornando-se dependente de dados e insumos de outras nações.

Para o grupo, o Brasil tem agora a chance de criar um modelo que incentive a inovação interna. O objetivo final é garantir que a ciência nacional tenha autonomia para desenvolver estudos sobre substâncias derivadas da cannabis de forma segura, colaborativa e eficiente.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.

 

 

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