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Sarna humana é falta de higiene? Médico explica após casos em creche de MG

Creche em Andradas, no Sul de Minas, registrou pelo menos 11 casos de escabiose, também conhecida como sarna humana; sintomas incluem coceira e erupções cutâneas

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Doença pode ser transmitida pelo contado com pessoa infestada • freepik/ reprodução/ imagem ilustrativa

Pelo menos 11 casos de escabiose foram registrados em crianças de uma creche em Andradas, no Sul de Minas Gerais. Na sexta-feira (25), as aulas foram suspensas para higienização e desinfecção do ambiente e retomadas nesta terça-feira (29).

O primeiro caso foi confirmado na última quinta-feira (24). A Secretaria de Educação do município emitiu uma nota com orientações para os profissionais da educação e as famílias das crianças. As informações são da Folha de S. Paulo.

“A medida tem como objetivo intensificar as ações de higienização e desinfecção do ambiente, além do monitoramento da situação, visando proteger a saúde das crianças, dos profissionais e de suas famílias”, informou o órgão.

A escabiose, também conhecida como sarna humana, é uma infestação da pele causada por ácaros e pode ser transmitida de uma pessoa para outra. Os principais sintomas incluem coceira e erupções cutâneas.

Escabiose tem relação com falta de higiene?

O dermatologista Lucas Miranda afirma que a escabiose é uma doença bastante conhecida na dermatologia, mas ainda cercada por desinformação. "A sarna humana é uma infestação da pele causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei e pode ocorrer em qualquer pessoa, independentemente dos seus hábitos de higiene", esclarece.

A transmissão ocorre por meio do contato próximo e prolongado com uma pessoa infestada ou pelo compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama contaminadas.

"O sintoma mais característico é uma coceira intensa, que costuma piorar à noite. Pequenas lesões avermelhadas e, em alguns casos, pequenos sulcos na pele podem aparecer principalmente entre os dedos, nos punhos, axilas, região ao redor do umbigo, nádegas e região genital. Nas crianças e nos idosos, a distribuição das lesões pode ser diferente e atingir também áreas como couro cabeludo, palmas das mãos e plantas dos pés", diz o médico.

O especialista alerta que coçar repetidamente a pele pode provocar feridas e facilitar infecções bacterianas secundárias. "Quando o diagnóstico é confirmado, o tratamento pode envolver medicamentos tópicos ou por via oral, definidos de acordo com idade, peso, condições clínicas e características de cada caso. Em determinadas situações, o tratamento precisa ser repetido após alguns dias."

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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