Psiquiatra explica como ansiedade afeta apetite e comportamento
Médico responde dúvidas sobre saúde mental e explica como funciona o tratamento psiquiátrico

Em participação no programa Chamada Geral desta quarta-feira (1º), o psiquiatra Guilherme Loss respondeu dúvidas de ouvintes sobre ansiedade, tratamento com remédios e internação psiquiátrica.
Ele começou explicando sobre a relação de remédios, como ansiolíticos e antidepressivos, com o apetite. O médico detalha que a ansiedade leve e moderada causa aumento do apetite, enquanto a ansiedade grave causa perda.
“A ansiedade quando ela é leve a moderada, aumenta o apetite. É como se a gente buscasse reserva para enfrentar uma luta, para enfrentar escassez, para enfrentar uma batalha, uma guerra. A ansiedade grave e a gravíssima bloqueiam o circuito do prazer, bloqueiam a dopamina, tirando o apetite”, explica.
Por isso, o uso de alguns medicamentos pode deixar os pacientes sem apetite, mas o quadro pode varias. “Varia de pessoa para pessoa. Pode ter pessoas que o apetite não vai embora, se for uma pessoa mais tranquila, mais ponderada. Mas, para aquela pessoa que é mais agitada, inquieta, ansiosa, o quadro pode ficar mais intenso e vai bloquear essa necessidade do alimento para relaxar”.
O psiquiatra também abordou a internação psiquiátrica que, na maioria das vezes, é voluntária. “Isso é um grande mito da psiquiatria, que as internações são contra a vontade das pessoas, são forçadas. A maioria das internações são voluntárias. As pessoas se internam porque elas querem paz, precisam do ambiente de segurança, que é a principal indicação quando esses pacientes estão numa desorganização, numa agitação psicomotora, e apresentam comportamento de risco para si ou para terceiros”.
Já a internação de pacientes involuntária ou compulsória acontece em casos de psicose. “O paciente começa a associar a casa e a família dele com risco. Aquele ambiente fica um campo minado em que ele fica mais acelerado, tenso, agitado. Quando você tira esse paciente desse ambiente onde ele tem um condicionamento tensional e interna, ele já desarma em algum grau. Muitas vezes ele aceita uma abordagem diferente e tem uma equipe toda preparada ali para medicar ele em casos necessários”.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



