Doenças cardíacas afetam mais mulheres e com sinais incomuns, alerta médica
Cardiologista explica que sintomas de doenças cardiovasculares em mulheres são diferentes e podem ser confundidos com outras doenças

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes entre mulheres no Brasil e no mundo, superando o câncer de mama. Além disso, esses problemas são mais comuns entre o público feminino do que entre os homens.
Em participação no programa Acir Antão desta quarta-feira (1º), a médica cardiologista Ingred Hellen Andrade alerta que, em mulheres, os sintomas de infarto podem ser atípicos. "Além da dor típica em aperto que irradia para o braço, a mulher pode apresentar falta de ar, enjoo, dor nas costas ou azia. Muitas vezes, esses sinais não são percebidos ou o atendimento médico os atribui à ansiedade, sem investigar melhor. Por isso, é vital ter atenção aos fatores de risco: pressão arterial, colesterol, glicose, tabagismo, obesidade e consumo de álcool", afirma.
A mulher é mais suscetível do que o homem a desenvolver problemas no coração. “Casos de hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional aumentam o risco cardiovascular futuro dessa mulher. Frequentemente, queixas como dor de cabeça ou náuseas não são levadas a sério, mas podem indicar uma doença grave chegando”.
Além disso, na fase da menopausa, sintomas comuns podem indicar que há doenças cardiovasculares. “Na menopausa, por exemplo, o próprio "calorão" (fogacho) já é um sinal de risco cardiovascular aumentado que requer avaliação”.
O infarto está entre os problemas no coração que podem ter seus sintomas ignorados. “Qualquer dor da linha da mandíbula e do pescoço até o umbigo na mulher pode ser um infarto e precisa de avaliação. Às vezes a pessoa atribui uma dor no pescoço à rotina ou a ter dormido mal, e pode ser um infarto fulminante”, destaca a cardiologista.
A médica recomenda que, pelo menos uma vez por ano, as pacientes passem pela avaliação de um cardiologista, além de manter hábitos saudáveis. “É necessário conhecer os valores de colesterol, glicose e pressão. Mulheres jovens também precisam se preocupar devido aos hábitos alimentares e de vida atuais da nossa sociedade. Precisamos de uma dieta saudável, pobre em gordura, e atividade física regular diária”.
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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



